segunda-feira, 27 de abril de 2026

O galpão

              A propósito de se mostrar turma da Escola de Especialistas de Aeronáutica, ao fundo da foto apareceu um dos famosos galpões de estudos das especialidades.

A vista do galpão, ao fundo da foto acima, nos leva para tempos distantes e nos traz muita saudade.

Foi aí que a gente aprendeu importantes e úteis lições para o resto da nossa profissão, mas também muitas sonecas continham o desejo de liberdade das torturas, no bom sentido, dos estudos, após a formatura de sargento.

Também é preciso se reconhecer que foi aí, no galpão, que nós conhecemos bons amigos e muitos que até tinham a boa vontade de contribuir com o ensinamento e a aprendizagem de algumas matérias mais complicadas de compreensão.

Quem esquece o pão com mortadela, das nove e meia, que se buscava no Rancho, todo santo dia.

No galpão de Escrevente, essa relevante e dificílima missão contava com a boa vontade e a esperteza do aluno mais componente nesse mister, de nome Adalmir.

Como recompensa, se sobrasse pão, que já vinha contado igual à quantidade de alunos, a prioridade da sobra era minha, que, muito dificilmente sobrava, mas valia o “sacrifício”, obviamente em nome da turma. 

Muita saudade do nosso velho galpão de Escreventes, onde nos forjou para a vida, com excelentes ensinamentos tanto técnicos como de moral e civismo, em forma de amor à pátria.

Muito obrigado, meu inesquecível galpão de Escreventes!

Brasília, em 21 de abril de 2026

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