Diante de várias imagens do Sítio Canadá, incluindo a visita da tia
Terezinha, especialmente ao oratório do casarão, e a sangria do açude , com
toda a sua beleza das águas caindo no curso normal, eu escrevi o texto a
seguir.
Certamente que a querida tia Terezinha se emocionou muito em voltar ao
casarão do Sítio Canadá, no local onde ela nasceu e viveu boa parte da sua
existência.
Foi ali, nesse lugar sagrado, na então capela de madrinha Úrsula, que a
tia Terezinha entregou não só o seu coração, mas também a sua vida ao querido
tio Chico, em cuja cerimônia especial lá eu também estava como menino
testemunha, no sentido de presenciar o ato religioso e a festa, tendo
participado do início dessa fantástica história de amor eterno.
Essa capela se tornou célebre para a minha memória, pois enxergo
vivamente a imagem silenciosa e reverenciadora da inesquecível madrinha Úrsula,
onde certamente ela mantinha os seus segredos de intensa devoção junto aos
santos da proteção dela.
Guardo na lembrança as novenas lideradas por madrinha Úrsula e vovô
Juvino, que eram realizadas religiosamente no mês de maio, em que toda a
vizinhança comparecia e lotava a antissala junto à capela.
Era verdadeiro espetáculo de fé religiosa, que se manteve por todo o
tempo que vivi no casarão.
E o que se dizer dessa beleza de escada?
Ela servia de via para eu ir ao meu esconderijo particular, onde eu
mantinha, no sobrado, as minhas gaiolas cheias de passarinhos e outros objetos
próprios de crianças.
Vejo tudo isso com muita saudade, no coração, pois são imagens que me
levam ao passado glorioso da minha existência, quando eu fazia e vivia o meu
mundo de menino cheio de boas ideias, que teve o merecimento de receber,
literalmente, o amor dos amados e inesquecíveis avós e tios, especialmente,
porque meus queridos pais Vaneir e Dalila moravam na cidade.
Quanto ao açude, isso é outro capítulo fantástico da minha vida, porque
eu vivi intensamente cada sangria dele a emoção se repetia tal qual acontece
nos dias atuais, quando a alegria era igualmente generalizada.
Enfim, as imagens do admirável Sítio Canadá, especialmente do casarão e
do açude, envolvendo as pessoas queridas de tia Terezinha e tio Chico, me tocam
o íntimo das boas e felizes lembranças que animam o meu viver, que acredito
seja tão maravilhoso por conta de todos os momentos agradáveis vividos nesse
lugar sagrado, que costumo chamar do meu paraíso terrestre.
Agradeço a bondade divina de me ter colocado em cenário de perfeita
composição, tanto em termos humanos como das belezas naturais, em que eu
certamente tive a sorte maior de ser inserido nesse mundo mágico como pessoa
privilegiada para aproveitar as bondades celestiais, existentes na Terra.
Muito obrigado, meu Deus.
Brasília, em 19 de abril de 2026
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