O presidente dos Estados Unidos voltou a atacar o papa, dizendo que
"Alguém pode, por favor, dizer ao Papa Leão que o Irã matou pelo menos
42.000 manifestantes inocentes e completamente desarmados nos últimos dois
meses, e que é absolutamente inaceitável que o Irã possua uma bomba nuclear? O
pontífice não faz ideia do que está acontecendo no Irã”.
Antes, ele havia declarado que "Não compreende e não deveria
andar a falar sobre a guerra, porque não faz ideia do que está a acontecer. Não
compreende que 42.000 manifestantes foram mortos no Irão no mês passado".
O republicano foi incisivo ao afirmar que "O Papa Leão é FRACO
no combate ao crime e péssimo em política externa. Fala do ‘medo’ da
Administração Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica, e todas as
outras organizações cristãs, sentiram durante a Covid-19, quando estavam a
deter padres, pastores e toda a gente por celebrarem missas, mesmo quando saíam
ao ar livre e mantinham uma distância de três ou até seis metros".
Em outra ocasião, o mandatário norte-americano disse que “Não quero
um Papa que ache que não há problema em o Irão ter uma arma nuclear. Não quero
um Papa que ache terrível que a América tenha atacado a Venezuela, um país que
estava a enviar quantidades massivas de droga para os Estados Unidos e, pior
ainda, a esvaziar as suas prisões, incluindo assassinos, traficantes de droga e
homicidas, para o nosso país. E não quero um Papa que critique o presidente dos
Estados Unidos porque estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito, por
maioria esmagadora, estabelecendo níveis de criminalidade historicamente baixos
e criando o melhor mercado bolsista da história".
Por fim, o presidente disse que "Leão devia recompor-se como
Papa, usar o bom senso, deixar de ceder à esquerda radical e concentrar-se em
ser um grande Papa, não um político. Isto está a prejudicá-lo gravemente e,
mais importante ainda, está a prejudicar a Igreja Católica!".
Em resposta, o papa afirmou que continuará defendendo a paz e que não
pretende recuar em sua missão de “anunciar a mensagem do Evangelho e
convidar todas as pessoas a procurarem formas de construir pontes de paz e
reconciliação. Não vou entrar em debate. O que digo não pretende, de
forma alguma, ser um ataque. A mensagem do Evangelho é muito clara:
‘Bem-aventurados os pacificadores’. Não tenho medo da Administração Trump.".
Não há menor dúvida de que a questão envolvendo vidas humanas, como os
conflitos entre Estados Unidos e Irã condiz com a missão fundamental do papa,
que tem total obrigação de se manifestar, com veemência, pelo fim da guerra,
que somente serve para a destruição indiscriminada e cruel do ser humano,
principalmente.
Agora, como somente criticar a crise propriamente da guerra, quando o
Irã teria matado aproximadamente 42.000 iranianos, somente por terem se
colocados contra o regime ditatorial daquele país, mas sobre isso o pontífice
não se manifestou, pois também é fato que conspira, como o guerra,
contrariamente aos princípios do Evangelho cristão, diante da matança na forma
mais cruel possível?
Na verdade, o que o presidente norte-americano disse sobre o papa são
muito fortes, em termos da diplomacia que se exige entre estadistas, mas há
muita coerência no que ele defende a integridade do povo do seu país, no caso
específico da influência das drogas e a ameaça nuclear, objetos dos conflitos
liderados por ele, que realmente podem ter causado enorme prejuízo à
humanidade, mas estariam dentro dos planos estratégicos dele, para o controle
proposto nas metas de Estado, que não cabe ao papa se imiscuir, mesmo na forma
imparcial como ele resolveu assim agir, em defesa da humanidade.
Sim, parece que é dever do papa buscar a harmonia e a pacificação entre
os povos, procurando oferecer importantes mecanismos que possam viabilizar a
paz mundial, mas o caminho para isso precisa ser palmilhado por meio
estritamente estratégico e diplomático que levem ao entendimento e à
compreensão das partes envolvidas, evidentemente sem demonstração de defesa de
nenhum lado do conflito.
Isso porque, nunca será possível a pacificação quando os instrumentos
usados são estritamente de acusação, que não leva a absolutamente nada.
Apelam-se por que tanto o presidente dos Estados Unidos como o papa se
conscientizem de que o único e melhor caminho para se pôr fim à guerra é o
diálogo, a compreensão e diplomaria, com embargo das farpas infrutíferas e
inúteis.
Brasília, em 14 de abril de 2026