Em mensagem publicada no Facebook, o último ex-presidente do país faz
apelo para que ele não seja abandonado pelos brasileiros.
Infelizmente, o apelo melancólico de "Não me abandone, Brasil",
feito pelo último ex-presidente do país, por meio de mensagem segurada por ele,
já vem com bastante atraso e seguramente não surtirá o efeito cogitado por ele.
A toda evidência, os fatos mostram que ele foi eternamente abandonado
por quem o aplaudia como se fosse verdadeiro herói nacional, por apenas haver
vozes , aqui e acolá, apelando inutilmente por liberdade, que não chega a ser
ouvido pelo sistema responsável pelas decisões sancionarias contra a pessoa
dele.
A triste imagem do político não poderia ter sido a pior possível para
mostrar a dureza da realidade prisional, como uma cama fria de aço, sem roupas,
ao lado de pia e vazo sanitário, em recinto reduzidíssimo, para quem viveu em
palácio suntuoso, com as pompas da relevância do cargo presidencial.
Também representa a rigidez do abandono a roupa alaranjada do presídio, vestida
por ele, que mostra a situação verdadeiramente de quem se encontra totalmente
isolado, sozinho na mais deplorável das amarguras da vida para quem já foi o
principal político do Brasil, em passado recente.
Não que ele tenha sido impiedoso e malvado criminoso, senão por não ter
sabido controlar os seus impulsos de agressão, quando a liturgia do cargo presidencial
aconselhava o caminho da sabedoria, da temperança e do respeito à dignidade
inerente à função presidencial de não interferência na competência
institucional de outros poderes da República.
A verdade é que o abandono do povo ao ex-presidente do país se encontra
mais que configurado e isso ficou bastante caracterizado com a sua figura em
apelo em sentido contrário, que não passa de perda de tempo, porque aqui fora
do presidio ninguém mostra a mínima preocupação em defendê-lo.
Ante à lastimável situação em que se encontra o ex-presidente do país,
visivelmente abandonado e ainda sem a menor perspectiva de reversão da sua
condição de presidiário, resta a sabedoria humana para a reflexão,
principalmente com a avaliação do que foi feito indevidamente à estrita
competência presidencial, que poderia ter sido evitado, evidentemente se ainda
restar tempo para a sua volta às atividades políticas, mesmo que seja junto às
mesmas pessoas que lhe negaram o apoio necessário à sua liberdade.
Brasília, em 25 de fevereiro de 2026