É sempre de bom tom se noticiar os bons acontecimentos, porque isso pode
servir de estímulo a benefício para a sociedade, exatamente em harmonia com as
salutares finalidades buscadas nas atividades políticas.
Sim, a sociedade fica animada e feliz com as boas ações protagonizadas
pelos bons políticos, que deveriam existir somente para a prática do bem,
porque assim é o seu verdadeiro desiderato de atuação regular.
Agora, o que isso de importante tem a ver com a infortúnio dos
adversários, que não conseguiram realizar algo em benefício da sociedade, a
ponto de alguém, mui desnecessariamente, sugerir que se contente com o choro ou
algo que conforte o seu desespero?
Na verdade, essa forma de comportamento expõe autêntica e retraída forma
de ódio e vingança, na tentativa de mostrar a importância de determinado
político e a irrelevância de outro, como se isso não somente denotasse
sentimento visivelmente vil de personalidade.
À toda evidência, não é de bom tom, mas sim muito errado se denegrir a
imagem do seu adversário político, sem a menor justificativa, pois bastava
apenas enaltecer o fato relevante, sem qualquer referência ou desmerecimento
aos opositores, porque isso faz parte da diplomacia inerente às saudáveis
práticas políticas.
Além de que o comportamento de respeito e educação conspira em favor do
bom relacionamento no âmbito das atividades políticas, inclusive contribuindo
para se evitar o desgraçado e perverso antagonismo, que alimenta as permanentes
agressões, como esse sentimento recriminável de se desejar o choro de
adversário, pelo simples fato de alguém ter conseguido realizar boa ação em
benefício da sociedade, que nada mais é do que o seu dever como pessoa pública,
que existe para servir à população.
Enfim, é preciso se compreender que, especialmente na política, convém a
perseguição à prática dos bons princípios de civilidade e cidadania.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 29 de maio de 2026