Ainda em plena atividade
política, o último ex-presidente do país denunciou, com veemência, a
contratação da esposa de juiz da maior corte do país, dando a entender sobre a
existência de irregularidade, em forma de conflito de interesses.
É
impressionante como a medíocre mentalidade de muitas pessoas não percebe que
essa maneira de ficar acusando publicamente os erros dos outros não contribui
efetivamente para absolutamente nada, principalmente com o envolvimento de
pessoas importantes do sistema dominante, salvo para potencializar o nefasto antagonismo
que se consolida cada vez que vem à tona, em forma de novas denúncias como essa.
É mais do
que evidente que as notórias perseguições não são mais do que a clara resposta
pela acusação sobre fatos contrários à normalidade praticada por parte de quem tem
o poder de reação para tentar calar quem denuncia.
A verdade
é que, nesses casos de denúncia ou acusação contra malfeitos ou irregularidades,
não se resolvem por meio agressivo de se dizer diretamente, em público, como
levianamente fez o político, que se expôs perigosamente contra o seu mais
agressivo algoz.
Segundo
os princípios do bom senso, da sensatez e da civilidade, há o aconselhamento de
que a medida correta precisa seguir, necessariamente, a via judicial legalmente
prevista, evidentemente fazendo-se juntada das provas pertinentes aos fatos
suspeitos de ilícitos, de vez que é por via dela que se consegue a busca da
verdade, por meio dos devidos investigações e julgamentos.
Ao se denunciar, especialmente na forma
espalhafatosa como fez o político, fica muito claro que ele só pretendia
manchar, perante a opinião pública, a imagem do "todo-poderoso",
possivelmente para mostrar ao mundo que ele não era tão puro e insuspeito na
vida pública, sendo, por isso, incapaz de julgar ninguém.
Especialmente
nesse caso, o político se superou em termos de menosprezo aos consagrados
princípios de civilidade, tolerância e cidadania, quando ele poderia ter
evitada a exposição pública de tamanhos ódio e agressividade, na tentativa de
denunciar o que ele considerava algo errado, à luz da conduta funcional do
denunciado.
Ao
contrário disso, ele poderia mostrar, mesmo que nada disso aconteça com relação
à pessoa dele, competência, diplomacia, inteligência, tolerância, evolução e
civilidade, apenas ingressando com ação pertinente na Justiça, com demanda
contra os atos inquinados por ele de incompatíveis com as atividades do
denunciado.
Enfim, é
possível se intuir que os políticos e seus seguidores de índole irracional,
agressiva e incivilizada precisam se conscientizar de que existe regramento de
padronização de civilidade a ser seguido em se tratando de anormalidade da
conduta humana, que existe precisamente para ser observado por todos os
brasileiros, evidentemente para se mostrar a necessidade e a importância do
respeito aos direitos humanos, quanto aos atributos da ampla defesa e do
contraditório, nos casos de acusações, que precisam ser discutidas somente na
via judicial, na forma da lei vigente, ao contrário do que fez indevidamente o
político.
É preciso
ficar muito claro que não se trata aqui de se discutir a procedência ou não do
tema denunciado, mas sim o procedimento normal da busca da verdade.
O certo é
que, em mais um caso, o político perdeu excelente oportunidade para se evitar a
resposta violenta aos seus atos impensados e atrapalhados, por exclusiva falta
de experiência, competência, civilidade e até mesmo vontade de ação em respeito
aos direitos humanos, à civilidade e à cidadania.
Acorda,
Brasil!
Brasília,
em 10 de março de 2026