quarta-feira, 18 de março de 2026

Salve Zé de Cunhó!

 Diante de fotografia de Zé de Cunhó e de menções à sua pessoa, , publicadas no Facebook, vieram à minha mente muitas lembranças dos bons tempos de Uiraúna, Paraíba, quando essa impoluta criatura centralizava as atenções de seus conterrâneos, com os causos protagonizados por ele, todos muito engraçados, que viralizaram na época.

Em princípio, parece grande eufemismo se dizer que Zé de Cunhó era pouco afobado, para quem conheceu as peripécias desse ícone de Uiraúna, que sempre se manteve no patamar das pessoas mais nervosas da cidade e tudo levava à imagem dele como referência de nenhuma paciência.

Eu me lembro da engraçada história atribuída ao envolvimento dele, em que ele estaria vendendo um galo e o pessoal combinou para se saber o preço do pato ou vice-versa, algo assim.

O certo é que alguém vinha e perguntava ao Zé o preço do pato e ele pacientemente dizia o preço do galo.

Mais adiante, outra pessoa aparecia e fazia a mesma pergunta e por aí foi, até que o Zé perdeu as estribeiras e se perguntou será se isso é realmente um pato?

E ali mesmo estraçalhou o pobre galo, que não tinha nada com a armação preparada para tripudiar o querido e inesquecível Zé de Cunhó e deixá-lo totalmente à flor da pele, como assim de fato foi o homem mais nervoso que conheci.

Enquanto a sua incontrolável fúria liquidava o galo, ele se perguntava em dúvida se a ave seria um pato mesmo, diante das perguntas feitas a ele?

Por sua fama como impaciente, o Zé era pessoa admirável e muito querida no seio dos amigos, porque ele era muito amável e nunca agrediu ninguém pelas brincadeiras “maldosas” aprontadas contra ele, que levava a vida muito serenamente, mesmo sendo o centro das atenções de muitos e engraçados momentos agradáveis.

Fico feliz em ver a imagem do amado Zé de Cunhó, por boas e importantes lembranças dessa pessoa maravilhosa que fez história em Uiraúna, com o seu jeito especial de ser, ao produzir muitos casos que fazem parte da cultura de nosso povo.

Saudades do querido Zé de Cunhó, a quem se atribui enorme protagonismo da genialidade de fazer ri por meio de assuntos absurdos do anedotário humano.

Salve Zé de Cunhó!

            Brasília, em 12 de março de 2026

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