Diante de fotografia de Zé de Cunhó e de menções à sua pessoa, , publicadas no Facebook, vieram à minha mente muitas lembranças dos bons tempos de Uiraúna, Paraíba, quando essa impoluta criatura centralizava as atenções de seus conterrâneos, com os causos protagonizados por ele, todos muito engraçados, que viralizaram na época.
Em princípio, parece grande eufemismo se dizer que Zé de Cunhó era pouco
afobado, para quem conheceu as peripécias desse ícone de Uiraúna, que sempre se
manteve no patamar das pessoas mais nervosas da cidade e tudo levava à imagem
dele como referência de nenhuma paciência.
Eu me lembro da engraçada história atribuída ao envolvimento dele, em
que ele estaria vendendo um galo e o pessoal combinou para se saber o preço do
pato ou vice-versa, algo assim.
O certo é que alguém vinha e perguntava ao Zé o preço do pato e ele
pacientemente dizia o preço do galo.
Mais adiante, outra pessoa aparecia e fazia a mesma pergunta e por aí
foi, até que o Zé perdeu as estribeiras e se perguntou será se isso é realmente
um pato?
E ali mesmo estraçalhou o pobre galo, que não tinha nada com a armação
preparada para tripudiar o querido e inesquecível Zé de Cunhó e deixá-lo totalmente
à flor da pele, como assim de fato foi o homem mais nervoso que conheci.
Enquanto a sua incontrolável fúria liquidava o galo, ele se perguntava
em dúvida se a ave seria um pato mesmo, diante das perguntas feitas a ele?
Por sua fama como impaciente, o Zé era pessoa admirável e muito querida
no seio dos amigos, porque ele era muito amável e nunca agrediu ninguém pelas
brincadeiras “maldosas” aprontadas contra ele, que levava a vida muito
serenamente, mesmo sendo o centro das atenções de muitos e engraçados momentos
agradáveis.
Fico feliz em ver a imagem do amado Zé de Cunhó, por boas e importantes
lembranças dessa pessoa maravilhosa que fez história em Uiraúna, com o seu
jeito especial de ser, ao produzir muitos casos que fazem parte da cultura de
nosso povo.
Saudades do querido Zé de Cunhó, a quem se atribui enorme protagonismo
da genialidade de fazer ri por meio de assuntos absurdos do anedotário humano.
Salve Zé de Cunhó!
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