Com a
devida vênia, entendo que, nesse caso de aconselhamento para não chorar pelo
que foi perdido não tem o menor cabimento, sob a ótica da religiosidade e do
amor cristão.
O chorar
pelo que foi perdido significa o sentimento mais puro e sublime do ser humano
por aquilo que se ama de verdade.
O amor às
coisas que nos pertence é a forma mais sagrada de respeito aos ensinamentos de
Deus, em defesa daquilo que nos pertence e que temos intimamente como forma de
preservação das coisas que estão conosco, sob a nossa intimidade.
Quando se
aconselha para não dar valor ao que é caro e importante, pretende-se à
inutilidade, à perda também do real valor das coisas sagradas, na forma do amor
ensinado pelo Evangelho de Jesus Cristo, quando ali se diz que ame o seu
próximo como a si mesmo, inclusive, nesse caso, as coisas que são úteis e
importantes na vida.
Ao
contrário do infeliz conselho apregoado na mensagem acima, quando se insinua
por não chorar pelo que se ama, perde-se também, por completo, o sentido maior
da esperança, que é algo maravilhoso em forma de apego carinhoso às coisas que
amamos.
O chorar
é a expressão mais pura do sentimento humano, no que diz respeito à valorização
tanto dos objetos perdidos como das coisas que temos e almejamos a possuir,
inclusive as graças divinas.
Na
verdade, o ex-santo padre pode ter perdido excelente oportunidade para marcar o
seu pontificado ao ter ficado calado, nesse caso, porque se chorar pelo que foi
perdido é algo tão importante quanto se chorar por tudo que se tem e se a pretender
ter, porque esse gesto simples é a forma mais sublime de demonstração de amor
que existe de sentimento humano, que se harmoniza perfeitamente com os sagrados
ensinamentos cristãos defendidos por Jesus Cristo, de amor verdadeiro àquilo
que é seu e precisa ser defendido com o maior sentimento do ser humano.
Brasília,
em 14 de março de 2026
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