A fala
reforça o posicionamento crítico do político mineiro em relação ao governo
federal e ao atual presidente da República.
Aliado do
campo político de direita, o governador mineiro tem adotado discurso de
oposição ao Palácio do Planalto, inclusive com críticas frequentes nas áreas
econômicas, além de decisões administrativas.
A
grandeza que precisa predominar na política diz respeito precisamente ao
respeito aos seus fundamentos e aos seus princípios que devem nortear o
desempenho daqueles que militam sob a sua égide.
Isso
significa que não é de bom tom o político fazer juízo de valor que permita
menosprezar publicamente a imagem de ninguém, mesmo que ela nem a tenha, uma
vez que se trata visivelmente de se atribuir a alguém o direito de se imiscuir
na dignidade ou não honradez das pessoas, porque isso não condiz exatamente com
o direito disponibilizado pela política, de se desvalorizar ou valorizar
ninguém.
Em termos
de ética política, exige-se que cada homem público se conscientize de que é do
seu dever procurar ser ético em tudo, tanto na obrigação de ter conduta ilibada
como mostrar maculabilidade perante a sociedade, mas jamais acusar os defeitos
de seus adversários políticos, como forma de desprezo humano.
Sob a luz
dos princípios éticos vigentes, talvez comportasse ao político dizer apenas que
não votaria em determinado candidato, por razões de foro íntimo, sem qualquer necessidade
do envolvimento, na história, de animal irracional como forma de parâmetro, por
também não haver qualquer plausibilidade ao caso em discussão.
A verdade
é que, quanto maior a importância da autoridade envolvida no caso, certamente
que maior será a repercussão das consequências negativas ou positivas,
sobrelevando o entendimento de que a declaração infeliz do político mineiro
reverberou muito deploravelmente diante de quem aspira a melhor qualidade dos
políticos, que precisam se pautar em agendas capazes da disseminação de
atitudes dignas e produtivas do aproveitamento dos princípios ensejadores da
Ciência Política.
Enfim,
esperam-se que a péssima lição protagonizada pelo político mineiro seja marco
que não frutifique como padronização necessária ao desempenho exemplar dos
políticos, que precisam se valorizar por meio de atitudes de estrita
observância aos salutares princípios éticos e de dignidade nos seus atos.
Acorda,
Brasil!
Brasília,
em 15 de março de 2026
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