Embora o
estado do Paraná possa se intitular essencialmente de direita, isso, em
absoluto, não garante que alguém deixe de se eleger ao cargo de deputado
federal, mesmo que ele seja de ideologia esquerdista.
Isso
porque o deputado federal se elege, na atualidade, pelos votos da legenda,
tendo por base o coeficiente eleitoral.
Ou seja, vale
dizer que, a depender da votação da legenda, um único candidato bem votado pode
eleger tantos outros deputados quanto forem os seus votos formadores de
coeficientes necessários à eleição do parlamentar.
Explicando
melhor, caso o coeficiente seja cem mil votos e um único candidato tiver
conseguido quinhentos votos, ele tanto se elege como ainda elege mais quatros
candidatos, mesmo que estes tenham conseguido poucos votos, observado,
evidentemente, também os seus votos, pela ordem na legenda.
Então,
parece tremenda ingenuidade se garantir que alguém vai ser excluído ou
eliminado da vida pública, sob o argumento de que ele não terá votos para se
eleger, porque essa afirmação não pode ser assegurada tranquilamente como
verdade, visto que o coeficiente eleitoral pode muito mostrar outra situação
bem diferente disso.
Há
estatísticas mostrando que a absoluta maioria dos atuais deputados federais em
atuação foram eleitos graças ao coeficiente eleitoral, porque aproveitaram os
votos da legenda e simplesmente se elegeram.
A
importante lição precisa ser aprendida, no sentido de que somente se elimina
candidatos de determinada ideologia se votar em candidato filiados a ela,
justamente pela impossibilidade de formação de quociente eleitoral mínimo.
No caso
do estado do Parará, acredita-se que os partidos da esquerda conseguem eleger
muitos deputados exatamente pela união de alguns importantes candidatos
esquerdistas, que conseguem bons coeficientes eleitorais.
Brasília,
em 13 de março de 2026
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