A satisfação invade mais uma vez o meu coração,
quando eu concluo outra obra literária, na forma do meu octogésimo quarto (84º)
livro, que me motiva e estimula por meio
da energia vinda da literatura, que alimenta as minhas fontes criadoras e
inspiradoras, na certeza de que necessito delas para a continuidade das importantes
atividades de escrever textos que têm sido a razão maior do meu viver feliz.
Neste livro, decidi
homenagear, com muito carinho, um local de Uiraúna que recordo com saudades, que
diz especificamente sobre o mercado público, lugar com quem eu tenho muita
intimidade, porque guardo na memória muitas histórias acontecidas nesse saudoso
e saudável cantinho.
Sei o valor e a
importância de resgatar um pouco a história do mercado, que realmente faz parte
da minha vida, em Uiraúna, motivo do meu carinho por sua rica existência na
minha vida, que justifica a dedicação do amor por lugar marcante que senti e
vivi, até a minha juventude.
Sim, fico feliz e agradecido a Deus, pela lembrança desse lugar cujas ricas imagens ainda permanecem vivas
em mim, evidentemente em forma de eternas saudades.
Em coerência com a dedicatória do
livro, a capa tem a fotografia do amável mercado público de Uiraúna, em forma
de homenagem e do amor que lhe dedico.
Transcrevo, a seguir, com muito carinho,
um pouco do meu sentimento de amor ao saudoso e amado
mercado de Uiraúna.
“DEDICATÓRIA
É com alegria no coração que dedico este livro à memória do
saudoso mercado público de Uiraúna, Paraíba, de quem guardo interessantes
lembranças sobre fatos acontecidos em seus recintos.
Esse sagrado lugar já existia quando eu me entendi de
gente, que sempre teve a função de acomodar, em especial, aos domingos, as
bancas para a venda de roupas, miudezas, especiarias, cereais e uma variedades
de outros produtos de utilidades para o lar, ou seja, ali no mercado cabia
quase de tudo de interesse da população.
Lembro-me de atividades que se tornaram marcantes, como as
bancas de doces, bolos e demais alimentos, sendo que a mais importante de
todas, no meu sentir, sempre foi a de Antônio Rufino, que foi especialista no
preparo de cachorro-quente, feito à base da requintada linguiça, cuja delícia
dominava todo o mercado, com o seu aroma especial que espargia por todo o
recinto.
Afora o apoio à feira tradicional propriamente dita, o
famoso mercado era também importante palco para apresentações sociais,
culturais, artísticas, como teatros, shows musicais e dançantes, como animados
bailes da sociedade uiraunense, além de outras atividades de cunho
sociocultural, com destaque para os leilões sob a batuta do genial Ganga, que
foi o principal leiloeiro de Uiraúna.
Lembro-me que o famoso e inesquecível Rei do Baião, isso
mesmo, o genial Luiz Gonzaga, fez importante show no velho mercado, que
certamente deve ter sido a apresentação artístico-musical mais importante da
história de Uiraúna, com todo respeito aos demais cantores e artistas.
Pessoalmente, a minha ligação com o mercado público está
relacionada com o meu trabalho como balconista, na mercearia de Cosme de André,
em cuja ocasião eu tive a oportunidade de aprender importantes lições de
competência, honestidade, dignidade e respeito ao ser humano, à vista da
integridade de propósitos que existia nessa admirável pessoa, que era
entusiasta comerciante.
Importa frisar que os principais empresários da época
tinham seus negócios estabelecidos no importante mercado, como Antônio Queiroga
e família, Neném Barbosa, Zé de Lica, André, Cosme de André, Chico Batista,
Joaquim Benevenuto, Anacleto, entre outros comerciantes de destaque de Uiraúna.
Como se percebe facilmente, o querido mercado sempre teve
papel importante no desenvolvimento de Uiraúna, por ter sido estratégico
cenário das principais atividades comerciais, artísticas e culturais da cidade,
em forma do necessário apoio básico ao empreendedorismo.
Enfim, tenho lindas e eternas lembranças desse lugar
sagrado e abençoado por Deus, do qual guardo momentos inesquecíveis como
lembrança, sendo que alguns contribuíram para a minha formação pessoal, com
destaque para o meu trabalho como balconista.
Sim, como era bonito ver o mercado lotado de gente ávida
para encontrar e comprar algo que queria e também pelo simples prazer de se
encontrar com pessoas queridas, porque ali se concentrava o povo da cidade e de
fora, que se satisfazia com as novidades dos produtos oferecidos à venda.
Na minha
época, o mercado servia de ponto para encontro da sociedade uiraunense, por ter
sido palco das movimentadas atrações culturais e comerciais, próprias de cidade
pequena do Sertão.
Mutatis
mutandis, o mercado fazia as vezes do shopping da minha época, evidentemente
com os atrativos próprios daqueles bons tempos.
Com toda
sinceridade, digo que sinto saudade de tudo de bom que acontecia no mercado,
que era só alegria e animação.
Agora,
vejo que o tempo passou tão depressa e quase sessenta anos se foram dos meus
contados íntimos com o mercado sempre amado nas minhas lembranças, que são
inesquecíveis, uma vez que seus encantos permanecem comigo, em forma de eterna
saudade.
Sei perfeitamente da alegria e da felicidade que invadem o
meu coração, pela maravilhosa oportunidade que tenho, agora, para dedicar este
livro ao querido e saudoso mercado público de Uiraúna, por ter sido importante
atrativo dos bons tempos da minha tenra idade.
Por fim. agradeço a bondade de Deus em me permitir que eu
tivesse o prazer de ser partícipe de momentos felizes no querido mercado de
Uiraúna, local especial para mim, diante de tantos momentos agradáveis vividos
por mim, nos seus recintos.”.
Brasília, em 19 de dezembro de
2025