Conforme é do conhecimento geral, o último
ex-presidente do país houve por bem indicar um de seus filhos para se
candidatar ao cargo de presidente da República.
Antes da indicação do filho para
representá-lo, o ex-presidente tinha o dever patriótico de pensar no Brasil,
porque não é ético nem moral pessoa afastada da vida pública, por imposição da
Justiça, ficar dizendo para os seus seguidores quem vai substituí-lo, ainda
mais por pessoa da família, sem os necessários atributos exigidos para o
exercício de tão relevante cargo de presidente da República.
Nas circunstâncias, diante de seus problemas
perante a Justiça brasileira, o ex-presidente precisaria se afastar das
atividades políticas enquanto não se desvencilhar totalmente dessa terrível e
preocupante situação.
É evidente que a indicação do filho para
representá-lo, na vida pública, tem explicação nada justificável, uma vez que a
pessoa indicada já declarou que a sua prioridade condiz com a defesa da anistia
para o pai dele.
Isso, por si só, tem o condão de conspirar
contra essa espúria indicação, porque ela tem vinculação direta com interesse
particular, quando se sabe que o cargo presidencial só tem única e exclusiva
finalidade, qual seja, a defesa dos interesses da sociedade, sem qualquer
vinculação particular, como tem explicitado o próprio filho do político, que
também já declarou que desiste da candidatura em troca da anistia do pai e que
ele possa se candidatar ao cargo de presidente do país.
Ou seja, a espúria candidatura se sustenta
na barganha vergonhosa da aprovação da anistia, valendo se intuir que a
candidatura jamais existiria se também não houvesse a necessidade da anistia
para o pai do candidato.
Os brasileiros precisam se conscientizar de
que o artificialismo da candidatura em tela se sustenta em completo desprezo
aos princípios da ética, da moralidade e da dignidade, em que seu idealizador
não tem o menor escrúpulo em formalizá-la, mesmo nas condições claras de
conflito de interesse entre o particular e o público.
É preciso ficar muito claro que o apoio dos
brasileiros a essa monstruosidade política não condiz com o amor patriótico,
quando o Brasil clama pela prática da competência, da moralidade, da dignidade
e de outros princípios, na vida pública.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 5 de dezembro de 2025
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