Um político, que é pré-candidato ao cargo de presidente da República,
declarou que “Elevo os olhos para os montes, de onde me virá o
socorro! O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra (Salmos 121
1:2)”.
É muito importante que o cristão eleve o seu pensamento para os ensinamentos
do Evangelho de Jesus Cristo, como fonte segura para a prática do bem, em nome
do amor pregado por quem pensava no mundo com a predominância da paz, da
bondade, da compaixão e do amor.
Não obstante, não passa de heresia alguém somente dizer que olha para os
montes, na esperança de onde vem o socorro espiritual, porque isso significa
demagogia perante os crentes nos ensinamentos cristãos.
O político minimamente consciente sobre os efeitos da religiosidade,
jamais deveria tentar enganar a boa-fé dos eleitores cristãos com juramento que
nunca poderia se introduzir nas suas atividades políticas, porque isso fica
muito claro que não passa de enganosa estratégia política para angariar a
simpatia de eleitores religiosos.
Nada impede que o político tenha a sua fé no Senhor, mas isso não tem
nada a ver com estratégia de campanha, como parece ser a declaração acima.
Ou seja, o político com a mínima consciência evangélica, precisa ter a
grandeza de entender que os assuntos religiosos e políticos não se misturam e
precisam ser respeitados cada um de per si, em termos de princípios, sem que um
ou outro possa influenciar na preferência eleitoral.
Os eleitores precisam se conscientizar de que não é verdade que o Senhor
vai socorrer ninguém, como invocado pelo político, se a própria pessoa não
fizer por onde merecê-lo, em termos dos atributos pessoais inerentes à bondade,
à caridade e ao amor, perante o seu próximo, como assim dizem as sagradas
escrituras, sem necessidade da disseminação de que o socorro vem de Deus,
porque isso é questão de foro íntimo e ninguém precisa saber o que a crença
religiosa é capaz de produzir nas pessoas, muito menos nos políticos.
A verdade é que o político, evidentemente mesmo com o apego à sua crença
religiosa, que é pessoal, precisa mostrar, como primazia, a sua capacidade com
o traquejo das questões nacionais, dizendo o que pretende fazer para solucionar
os gravíssimos problemas de natureza social, econômica, política e
administrativa, porque é exatamente sobre isso que os brasileiros precisam ser
bem-informados.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 22 de dezembro de 2025
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