segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Socorro espiritual

 

Um político, que é pré-candidato ao cargo de presidente da República, declarou que “Elevo os olhos para os montes, de onde me virá o socorro! O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra (Salmos 121 1:2)”.

É muito importante que o cristão eleve o seu pensamento para os ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo, como fonte segura para a prática do bem, em nome do amor pregado por quem pensava no mundo com a predominância da paz, da bondade, da compaixão e do amor.

Não obstante, não passa de heresia alguém somente dizer que olha para os montes, na esperança de onde vem o socorro espiritual, porque isso significa demagogia perante os crentes nos ensinamentos cristãos.

O político minimamente consciente sobre os efeitos da religiosidade, jamais deveria tentar enganar a boa-fé dos eleitores cristãos com juramento que nunca poderia se introduzir nas suas atividades políticas, porque isso fica muito claro que não passa de enganosa estratégia política para angariar a simpatia de eleitores religiosos.

Nada impede que o político tenha a sua fé no Senhor, mas isso não tem nada a ver com estratégia de campanha, como parece ser a declaração acima.

Ou seja, o político com a mínima consciência evangélica, precisa ter a grandeza de entender que os assuntos religiosos e políticos não se misturam e precisam ser respeitados cada um de per si, em termos de princípios, sem que um ou outro possa influenciar na preferência eleitoral.

Os eleitores precisam se conscientizar de que não é verdade que o Senhor vai socorrer ninguém, como invocado pelo político, se a própria pessoa não fizer por onde merecê-lo, em termos dos atributos pessoais inerentes à bondade, à caridade e ao amor, perante o seu próximo, como assim dizem as sagradas escrituras, sem necessidade da disseminação de que o socorro vem de Deus, porque isso é questão de foro íntimo e ninguém precisa saber o que a crença religiosa é capaz de produzir nas pessoas, muito menos nos políticos.

A verdade é que o político, evidentemente mesmo com o apego à sua crença religiosa, que é pessoal, precisa mostrar, como primazia, a sua capacidade com o traquejo das questões nacionais, dizendo o que pretende fazer para solucionar os gravíssimos problemas de natureza social, econômica, política e administrativa, porque é exatamente sobre isso que os brasileiros precisam ser bem-informados.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 22 de dezembro de 2025

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