Um político governista sugeriu a
substituição da Carteira do Trabalho pelo Bolsa Família, em evidente
demonstração de desprezo à dignidade do trabalhador, que passa a depender da
assistência governamental, que tem por finalidade potencializar o curral
eleitora em prol do governo.
Essa medida de estrita degradação social condiz
perfeitamente com a ideologia que defende a mediocridade generalizada do
Brasil, especialmente da classe pobre.
Isso certamente contribui para o incremento
do desinteresse pela procura do emprego, diante da certeza do recebimento da
migalha vinda do governo.
Essa excrescência social não somente
contribui para a escravidão eleitoral, porque é exatamente essa a precípua
finalidade da extinção da Carteira do Trabalho para a classe pobre, como
efetiva a forma mais primitiva de inferioridade do ser humano, ao lhe tirar o
direito de ter vida digna, por meio do trabalho que permite se viver
independentemente como as pessoas normais.
A existência do programa assistencialista
precisa da ajuda dos bestas dos contribuintes, que permitem, com o seu
dinheiro, tamanha aberração, em pleno século XXI.
Na verdade, essa ideia absurda de
potenciação do assistencialismo eleitoral se harmoniza perfeitamente com a
inferiorização da classe política, que somente enxerga as oportunidades de
fortalecimento dos meios para a viabilização de seus projetos voltados para
todas as formas de aproveitamento das benesses oferecidas pelo poder público,
que é dado pelo próprio povo, que o elege como maneira compensatória da ajuda
propiciada pelo inescrupuloso assistencialismo.
Causa perplexidade que a própria sociedade
se cala, em demonstração de complacência com a densidade de verdadeira tragédia
social, quando a manutenção de programa de governo destinado à massificação da
pobreza deveria ser motivo de vergonha nacional e veementes contestação,
exatamente no sentido de oposição à sua existência, em razão dos efeitos
prejudiciais à dignidade humana e ao desenvolvimento socioeconômico do país,
por causa da sensível perda da mão de obra.
Esses fatos jamais seriam tolerados em país
com o mínimo de seriedade e respeito aos princípios humanos, porque não tem o
mínimo cabimento que políticos se mantenham no poder justamente defendendo
medidas contrárias à dignidade humana e o progresso socioeconômico do Brasil,
que é exatamente o que significa a existência do Bolsa Família, sem qualquer
critério de real dependência financeira.
Ante o exposto, apelam-se por que os
brasileiros do bem se
conscientizem sobre a urgente necessidade da substituição, na medida do
possível, do programa Bolsa Família por investimentos em projetos de
desenvolvimento regional, que visem ao incremento da produção e do emprego, de
modo que os auxílios previstos nele tenham serventia exclusivamente aos casos
realmente de comprovada necessidade de assistência financeira.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 2 de dezembro de 2025
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