segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Incentivo ao Bolsa Família

 

Um político governista sugeriu a substituição da Carteira do Trabalho pelo Bolsa Família, em evidente demonstração de desprezo à dignidade do trabalhador, que passa a depender da assistência governamental, que tem por finalidade potencializar o curral eleitora em prol do governo.

Essa medida de estrita degradação social condiz perfeitamente com a ideologia que defende a mediocridade generalizada do Brasil, especialmente da classe pobre.

Isso certamente contribui para o incremento do desinteresse pela procura do emprego, diante da certeza do recebimento da migalha vinda do governo.

Essa excrescência social não somente contribui para a escravidão eleitoral, porque é exatamente essa a precípua finalidade da extinção da Carteira do Trabalho para a classe pobre, como efetiva a forma mais primitiva de inferioridade do ser humano, ao lhe tirar o direito de ter vida digna, por meio do trabalho que permite se viver independentemente como as pessoas normais.

A existência do programa assistencialista precisa da ajuda dos bestas dos contribuintes, que permitem, com o seu dinheiro, tamanha aberração, em pleno século XXI.

Na verdade, essa ideia absurda de potenciação do assistencialismo eleitoral se harmoniza perfeitamente com a inferiorização da classe política, que somente enxerga as oportunidades de fortalecimento dos meios para a viabilização de seus projetos voltados para todas as formas de aproveitamento das benesses oferecidas pelo poder público, que é dado pelo próprio povo, que o elege como maneira compensatória da ajuda propiciada pelo inescrupuloso assistencialismo.

Causa perplexidade que a própria sociedade se cala, em demonstração de complacência com a densidade de verdadeira tragédia social, quando a manutenção de programa de governo destinado à massificação da pobreza deveria ser motivo de vergonha nacional e veementes contestação, exatamente no sentido de oposição à sua existência, em razão dos efeitos prejudiciais à dignidade humana e ao desenvolvimento socioeconômico do país, por causa da sensível perda da mão de obra.

Esses fatos jamais seriam tolerados em país com o mínimo de seriedade e respeito aos princípios humanos, porque não tem o mínimo cabimento que políticos se mantenham no poder justamente defendendo medidas contrárias à dignidade humana e o progresso socioeconômico do Brasil, que é exatamente o que significa a existência do Bolsa Família, sem qualquer critério de real dependência financeira.

Ante o exposto, apelam-se por que os brasileiros do bem                                     se conscientizem sobre a urgente necessidade da substituição, na medida do possível, do programa Bolsa Família por investimentos em projetos de desenvolvimento regional, que visem ao incremento da produção e do emprego, de modo que os auxílios previstos nele tenham serventia exclusivamente aos casos realmente de comprovada necessidade de assistência financeira.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 2 de dezembro de 2025

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