segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Legitimidade?

 

Um dos filhos do ex-presidente do país que foi escolhido, por seu pai, como candidato do grupo para disputar a Presidência da República, na próxima  eleição presidencial.

Ele disse que "É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação. Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada.".

A presente escolha mantém o sobrenome da família em evidência, de modo a afastar o temido receio de o ex-presidente de ser esquecido pelo povo, enquanto ele cumpre pena em regime fechado.

Em entrevista a importante jornal brasileiro, em junho último, o filho do ex-presidente afirmou que, para receber o apoio do pai, ele deveria não só conceder indulto ao pai dele, mas brigar com a corte maior do país, nesse sentido, caso isso seja preciso.

O filho do ex-presidente disse que "Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá".

É como enorme perplexidade que o ex-presidente anuncia seu filho como candidato presidencial, por ficar escancarada a confirmação da falta de caráter e de ética de político brasileiro, que não o menor escrúpulo em mostra a dificuldade da imparcialidade e da dignidade na vida pública.

Isso fica bastante patente diante da declaração de que o filho vai defender, a todo custo, a anistia do pai, em clara evidência de algo comprometer e espúrio, por previamente visar ao aproveitamento do cargo para beneficiar o pai.

Na verdade, essa pouca-vergonha jamais poderia ser objeto de cogitação, porque, só em se pensar nisso, já expõe a indignidade que isso representa, na vida pública, que somente condiz com práticas inerentes às atividades públicas, conquanto a anistia aventada até deva ser tratada por ele, caso seja eleito, mas apenas no contexto da própria dinâmica administrativa, mas jamais com o objetivo adredemente pensando.

É preciso que os brasileiros se conscientizem sobre a urgente necessidade da criação de vergonha e dignidade pessoal, para se enxergar que essa escancarada falta de caráter e de respeito aos sagrados princípios da administração pública não pode ser tolerada, de maneira alguma, como se isso fosse normal à luz da ideologia seguida do líder inescrupuloso.

Inescrupuloso, sim, principalmente pela falta de ética da indicação do próprio filho para se candidatar ao cargo presidencial, tendo por finalidade a sua própria defesa, conforme isso já foi divulgado como sendo um seus objetivos no cargo.

Aqui, nesse caso, nem importa tanto se ele será eleito, mas fica, desde já, a péssima impressão de muito ruim presságio de que ele está nem um pouco interessado em projetos relacionados com os altos objetivos nacionais, como deveria ser a maior preocupação de todos os candidatos ao principal trono do país, mas sim na defesa particular da situação difícil do pai, que carece se livrar das condenações judiciais.

Essa triste realidade parece sequer preocupar o seu eleitorado, diante dos calorosos aplausos com a indicação do filho para protegê-lo, independentemente dos gravíssimos problemas nacionais.

Nesse ponto, importa lembrar aos brasileiros do bem a sua importante responsabilidade perante a nação, que nunca será moralizada enquanto se apoiar políticos desonestos e aproveitadores, que estão muito mais preocupados com os seus projetos políticos, como no caso em comento.

Urge que os verdadeiros brasileiros somente apoiem candidato à Presidência da República que esteja comprometido exclusivamente com a normalização e moralização do Brasil.   

Brasília, em 7 de dezembro de 2025

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