Um dos filhos do ex-presidente do país que
foi escolhido, por seu pai, como candidato do grupo para disputar a Presidência
da República, na próxima eleição
presidencial.
Ele disse que "É com grande
responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do
Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao
nosso projeto de nação. Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil
para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas,
derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada.".
A presente escolha mantém o sobrenome da
família em evidência, de modo a afastar o temido receio de o ex-presidente de
ser esquecido pelo povo, enquanto ele cumpre pena em regime fechado.
Em entrevista a importante jornal
brasileiro, em junho último, o filho do ex-presidente afirmou que, para receber
o apoio do pai, ele deveria não só conceder indulto ao pai dele, mas brigar com
a corte maior do país, nesse sentido, caso isso seja preciso.
O filho do ex-presidente disse que "Estou
fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se
elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a
anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é
inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá".
É como enorme perplexidade que o
ex-presidente anuncia seu filho como candidato presidencial, por ficar
escancarada a confirmação da falta de caráter e de ética de político
brasileiro, que não o menor escrúpulo em mostra a dificuldade da imparcialidade
e da dignidade na vida pública.
Isso fica bastante patente diante da
declaração de que o filho vai defender, a todo custo, a anistia do pai, em
clara evidência de algo comprometer e espúrio, por previamente visar ao
aproveitamento do cargo para beneficiar o pai.
Na verdade, essa pouca-vergonha jamais
poderia ser objeto de cogitação, porque, só em se pensar nisso, já expõe a
indignidade que isso representa, na vida pública, que somente condiz com
práticas inerentes às atividades públicas, conquanto a anistia aventada até
deva ser tratada por ele, caso seja eleito, mas apenas no contexto da própria
dinâmica administrativa, mas jamais com o objetivo adredemente pensando.
É preciso que os brasileiros se
conscientizem sobre a urgente necessidade da criação de vergonha e dignidade
pessoal, para se enxergar que essa escancarada falta de caráter e de respeito
aos sagrados princípios da administração pública não pode ser tolerada, de
maneira alguma, como se isso fosse normal à luz da ideologia seguida do líder
inescrupuloso.
Inescrupuloso, sim, principalmente pela
falta de ética da indicação do próprio filho para se candidatar ao cargo
presidencial, tendo por finalidade a sua própria defesa, conforme isso já foi
divulgado como sendo um seus objetivos no cargo.
Aqui, nesse caso, nem importa tanto se ele
será eleito, mas fica, desde já, a péssima impressão de muito ruim presságio de
que ele está nem um pouco interessado em projetos relacionados com os altos
objetivos nacionais, como deveria ser a maior preocupação de todos os
candidatos ao principal trono do país, mas sim na defesa particular da situação
difícil do pai, que carece se livrar das condenações judiciais.
Essa triste realidade parece sequer
preocupar o seu eleitorado, diante dos calorosos aplausos com a indicação do
filho para protegê-lo, independentemente dos gravíssimos problemas nacionais.
Nesse ponto, importa lembrar aos brasileiros
do bem a sua importante responsabilidade perante a nação, que nunca será
moralizada enquanto se apoiar políticos desonestos e aproveitadores, que estão
muito mais preocupados com os seus projetos políticos, como no caso em comento.
Urge que os verdadeiros brasileiros somente
apoiem candidato à Presidência da República que esteja comprometido
exclusivamente com a normalização e moralização do Brasil.
Brasília, em 7 de dezembro de 2025
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