segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Publicação do meu 84º livro

 

A satisfação invade mais uma vez o meu coração, quando eu concluo outra obra literária, na forma do meu octogésimo quarto (84º) livro, que me  motiva e estimula por meio da energia vinda da literatura, que alimenta as minhas fontes criadoras e inspiradoras, na certeza de que necessito delas para a continuidade das importantes atividades de escrever textos que têm sido a razão maior do meu viver feliz.

Neste livro, decidi homenagear, com muito carinho, um local de Uiraúna que recordo com saudades, que diz especificamente sobre o mercado público, lugar com quem eu tenho muita intimidade, porque guardo na memória muitas histórias acontecidas nesse saudoso e saudável cantinho.

Sei o valor e a importância de resgatar um pouco a história do mercado, que realmente faz parte da minha vida, em Uiraúna, motivo do meu carinho por sua rica existência na minha vida, que justifica a dedicação do amor por lugar marcante que senti e vivi, até a minha juventude.

Sim, fico feliz e agradecido a Deus, pela lembrança desse lugar cujas ricas imagens ainda permanecem vivas em mim, evidentemente em forma de eternas saudades.

Em coerência com a dedicatória do livro, a capa tem a fotografia do amável mercado público de Uiraúna, em forma de homenagem e do amor que lhe dedico.

Transcrevo, a seguir, com muito carinho, um pouco do meu sentimento de amor ao saudoso e amado mercado de Uiraúna.

                                      “DEDICATÓRIA

É com alegria no coração que dedico este livro à memória do saudoso mercado público de Uiraúna, Paraíba, de quem guardo interessantes lembranças sobre fatos acontecidos em seus recintos.

Esse sagrado lugar já existia quando eu me entendi de gente, que sempre teve a função de acomodar, em especial, aos domingos, as bancas para a venda de roupas, miudezas, especiarias, cereais e uma variedades de outros produtos de utilidades para o lar, ou seja, ali no mercado cabia quase de tudo de interesse da população.

Lembro-me de atividades que se tornaram marcantes, como as bancas de doces, bolos e demais alimentos, sendo que a mais importante de todas, no meu sentir, sempre foi a de Antônio Rufino, que foi especialista no preparo de cachorro-quente, feito à base da requintada linguiça, cuja delícia dominava todo o mercado, com o seu aroma especial que espargia por todo o recinto.

Afora o apoio à feira tradicional propriamente dita, o famoso mercado era também importante palco para apresentações sociais, culturais, artísticas, como teatros, shows musicais e dançantes, como animados bailes da sociedade uiraunense, além de outras atividades de cunho sociocultural, com destaque para os leilões sob a batuta do genial Ganga, que foi o principal leiloeiro de Uiraúna.

Lembro-me que o famoso e inesquecível Rei do Baião, isso mesmo, o genial Luiz Gonzaga, fez importante show no velho mercado, que certamente deve ter sido a apresentação artístico-musical mais importante da história de Uiraúna, com todo respeito aos demais cantores e artistas.

Pessoalmente, a minha ligação com o mercado público está relacionada com o meu trabalho como balconista, na mercearia de Cosme de André, em cuja ocasião eu tive a oportunidade de aprender importantes lições de competência, honestidade, dignidade e respeito ao ser humano, à vista da integridade de propósitos que existia nessa admirável pessoa, que era entusiasta comerciante.

Importa frisar que os principais empresários da época tinham seus negócios estabelecidos no importante mercado, como Antônio Queiroga e família, Neném Barbosa, Zé de Lica, André, Cosme de André, Chico Batista, Joaquim Benevenuto, Anacleto, entre outros comerciantes de destaque de Uiraúna.

Como se percebe facilmente, o querido mercado sempre teve papel importante no desenvolvimento de Uiraúna, por ter sido estratégico cenário das principais atividades comerciais, artísticas e culturais da cidade, em forma do necessário apoio básico ao empreendedorismo.

Enfim, tenho lindas e eternas lembranças desse lugar sagrado e abençoado por Deus, do qual guardo momentos inesquecíveis como lembrança, sendo que alguns contribuíram para a minha formação pessoal, com destaque para o meu trabalho como balconista.

Sim, como era bonito ver o mercado lotado de gente ávida para encontrar e comprar algo que queria e também pelo simples prazer de se encontrar com pessoas queridas, porque ali se concentrava o povo da cidade e de fora, que se satisfazia com as novidades dos produtos oferecidos à venda.

Na minha época, o mercado servia de ponto para encontro da sociedade uiraunense, por ter sido palco das movimentadas atrações culturais e comerciais, próprias de cidade pequena do Sertão.

Mutatis mutandis, o mercado fazia as vezes do shopping da minha época, evidentemente com os atrativos próprios daqueles bons tempos.

Com toda sinceridade, digo que sinto saudade de tudo de bom que acontecia no mercado, que era só alegria e animação.

Agora, vejo que o tempo passou tão depressa e quase sessenta anos se foram dos meus contados íntimos com o mercado sempre amado nas minhas lembranças, que são inesquecíveis, uma vez que seus encantos permanecem comigo, em forma de eterna saudade.

Sei perfeitamente da alegria e da felicidade que invadem o meu coração, pela maravilhosa oportunidade que tenho, agora, para dedicar este livro ao querido e saudoso mercado público de Uiraúna, por ter sido importante atrativo dos bons tempos da minha tenra idade.

Por fim. agradeço a bondade de Deus em me permitir que eu tivesse o prazer de ser partícipe de momentos felizes no querido mercado de Uiraúna, local especial para mim, diante de tantos momentos agradáveis vividos por mim, nos seus recintos.”.

Brasília, em 19 de dezembro de 2025

Nenhum comentário:

Postar um comentário