segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Analfabetismo

 

Importante político criticou, na mídia, o Brasil ser presidido por pessoa analfabeta, sob o argumento da dificuldade de melhor interpretação e avaliação sobre os assuntos de relevância relacionados com o interesse nacional.

O suposto sábio parecerista incursiona sobre a imperiosa importância de o Brasil ser presidido por pessoa com nível superior, em clara contraposição ao então candidato que ele crítica, que, infelizmente, terminou se elegendo, pasmem, pelo povo.

Essa proposição tem total pertinência em país minimamente sério e evoluído, em termos políticos, econômicos e administrativos, em que o povo teria vergonha e dignidade, em termos de cidadania, em não votar em candidato desqualificado, desmoralizado e insignificante, para o exercício de cargos políticos, ainda mais naquele para presidente do país.

Ou seja, a escolha do presidente do país é feita livremente pelo povo, no caso, pouco importando o seu nível de preparo intelectual ou cultural, porque isso, que realmente deveria se vincular à relevância do cargo, passa ao largo do baixíssimo nível educacional e intelectual do povo.

Em termos constitucionais, compete ao povo o poder de eleger quem bem entender, visto que somente existe o sentimento de que seria ideal a escolha de alguém alfabetizado e em condição de realmente conduzir os relevantes negócios do Brasil, em condições de preparo condizente com a relevância do cargo e a grandeza do Brasil e não da insignificância do seu povo.

Frise-se que não existe exigência legal sobre a escolaridade do candidato para o exercício de cargo público eletivo, mas sim a necessidade da observância dos princípios da idoneidade ilibada e da imaculabilidade, que nem sempre são atributos observados, conforme mostram os fatos históricos.

Isso vale dizer que o povo merece literalmente o governo que ele elege livremente, tendo a obrigação de aceitá-lo exatamente em consonância com a própria mentalidade medíocre de cidadania.

Enfim, urge que os brasileiros aprendam urgentemente a votar, tendo por objetivo a grandeza do Brasil, com embargo da nefasta e prejudicial ideologia predominante, que já mostrou que tem sido marca indelével de retrocesso não somente político, mas especialmente socioeconômico.

Acorda, Brasil!                            

  Brasília, em 16 de janeiro de 2026

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