À toda
evidência, a aludida mensagem profetiza que a inteligência será suplantada pela
estupidez, que passará a ser contemplada como sendo algo maravilhoso.
Na
verdade, esse vaticínio prevê, de maneira implícita, que a humanidade tende a se
inclinar para a regressão do natural e benéfico desenvolvimento, para se
acomodar em berço do fácil sentimento da satisfação com a bestialidade e a
perniciosidade da ignorância, evidentemente em prestígio da insensibilidade e
da insensatez humanas.
Nada mais
preocupante para a humanidade, que se orgulhava das conquistas e dos avanços em
todos os campos da ciência e da tecnologia, em que havia fertilidade criativa
da intelectualidade e da inteligência, sempre em nome da valorização do homem,
que se esforçou para o atingimento de seus objetivos maiores de grandeza em
todas as áreas do conhecimento.
Na
verdade, o desprezo aos avanços da inteligência somente beneficia a causa da
brutalidade da espécie humana, que, por natureza, tem sido muito sensível à
valorização dos princípios da inteligência e da intelectualidade, porque eles
são polos seguros de progresso da humanidade, em especial, na construção de
seus objetivos de aperfeiçoamento e de conquistas.
Infelizmente,
quis o famoso escritor acenar para vetor de direção que somente contraria o
melhor desejo da humanidade, que é o da prevalência das melhores perspectivas
de criação das grandes obras em benefício do homem.
Não se
pode olvidar que a predição do filósofo tem robusta consistência, porque ela se
baseia na tendência regressiva evidenciada pela humanidade, que perde
progressiva capacidade de reação contra a mediocridade manifestada pela
mentalidade humana, à vista de seus visíveis sinais de intolerância e falta de
compaixão.
Brasília,
em 14 de fevereiro de 2026
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