Tenho
absoluta convicção de que Deus, por óbvio da sua natureza de absoluto
neutralidade de ação espiritual, não tem qualquer interferência nem na vitória
nem na derrota dos embates entre os humanos.
As
disputas entre as suas criaturas são travadas independentemente da vontade ou
deliberação divina, porque isso não é da sua preocupação celestial, quando se
sabe perfeitamente que o embate terrestre nasce da exclusiva iniciativa do
homem, com o seu instinto natural de poder e domínio, que nunca respeita os
limites dos princípios de sensatez e bom senso, próprios da salutar razão
humana.
Também
não é verdade, por ser absolutamente falsa a assertiva, de que Deus se preocupa
com o preparo da vitória, uma vez que isso nunca foi objeto de cogitação nos
planos celestiais, com vistas ao preparo de algo para alguém.
Na
verdade, é preciso se ter a real ideia de que Deus é aquela entidade espiritual
e religiosa suprema, para a qual o homem pode elevar o seu pensamento, em forma
de crença, contrita em sublime fé, no sentido de acreditar que Ele será capaz
apenas do fortalecimento e do encorajamento quanto ao alcance dos objetivos, em
forma de esperança, mais especificamente na consecução dos alvos pretendidos.
Essa
maneira de sentimento religioso não significa que Deus seja capaz de permitir
nem de preparar absolutamente nada, ficando muito claro que a mensagem em tela
não condiz com a verdade verdadeira, diante da impossibilidade material para
Ele agir pessoalmente nos casos que somente compete ao homem agir e decidir,
evidentemente sem a intervenção direta de Deus.
Em
síntese, Deus somente tem o poder supremo da garantia de que, quem acredita nas
suas forças espirituais, tudo pode realizar, inclusive mover montanhas, mas
apenas por meio de iniciativa e sacrifício pessoais.
Nunca se
iludam de que Deus, pessoal e materialmente, permite e prepara algo para
alguém, porque isso é totalmente insustentável, à luz da crença religiosa.
Diante
desse texto, uma pessoa houve por bem contestar o meu pensamento, tendo escrito
o seguinte: “Percebo que és um homem de pouca fé. Então, é natural pensar
assim. Já vi grandes cirurgiões rezarem para pedir a Deus guiar suas mãos e sua
inteligência para que a cirurgia proceda corretamente. Já li histórias de
grandes generais invocar que Deus o ajude. Abraão carregava seus deuses e
rezava pedindo graças. Acho que lhe falta Fé e rezar mais.”.
Em
resposta à mensagem acima, eu disse que, ao contrário do que aquela pessoa afirmou,
a minha fé é gigantesca.
O que eu
disse é pura verdade, no sentido de que, materialmente, Deus não tem condições
de realizar nada, de prepara nada.
Agora,
Ele pode, sim, “guiar as suas mãos e sua inteligência“, “o ajude”,
conceder “graças”, porque tudo isso faz parte do sentimento decorrente
da crença no Seu poder espiritual de realizar mediante a consciência humana que
Deus habita nas pessoas de fé, quanto à crença na realização do dom emanado
pelo ser supremo.
Por fim,
eu acrescentei que a mensagem daquela pessoa somente confirma o meu humilde
texto e expressa algo que ela jamais poderia dizer sobre o sentimento das
pessoas, no sentido de que elas não têm fé e precisam rezar mais, porque esse
direito não é devido a ninguém, por razão de respeito à dignidade e à
individualidade das pessoas.
Brasília,
em 4 de fevereiro de 2026
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