segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O Brasil de Deus!

 Em mensagem que circula na internet, alguém disse que o Brasil pertence a Deus, querendo dizer com isso que o país é abençoado por Ele.

As pessoas têm direito de interpretar os fatos segundo o seu pensamento e conforme a sua conveniência, na medida das compreensões consensuais e incontestáveis no seio da sociedade.

Agora, se afirmar que o Brasil é terra do Senhor Jesus Cristo, diante do seu atual domínio por pessoas que a própria ideologia conduz à simpatia do demônio, seria leviandade algo em contrário.

Melhor explicando essa possível controvérsia, tem-se que, se o Brasil fosse realmente de propriedade de Deus, jamais ele seria presidido por admiradores de seres espirituais da maldade.

Diante dessa terrível celeuma, melhor é não colocar Deus em assuntos políticos, sendo aconselhável que Ele fique bem distante dos assuntos de incumbência dos homens, que precisam de muita competência para o seu traquejo.

O certo é que, melhor nada de se cogitar de Deus na política, quando os fatos mostram que o sistema dominante vem sufocando a incompetência da oposição, que não consegue se desvencilhar das estratégias estabelecidas para a dominação do poder, que tem marcas de absolutismo, que é algo próprio do regime socialista, conforme mostram os fatos.

Isso posto, mais uma vez é preciso que se diga a verdade sobre o local do encerramento da caminhada, escolhido no cruzeiro onde foi celebrada a primeira missa em Brasília, sem que isso signifique senão local seguro para a concentração de muitas pessoas, sem qualquer conotação com nada de Deus.

Outro local, como a Explanada dos Ministérios ou a Papudinha, por serem lugares que poderiam oferecer enorme risco aos presentes, diante da possibilidade de protestos exacerbados, com características de perturbação da ordem pública, não seriam recomendáveis, à vista do enorme sucesso alcançado pela caminhada.

Enfim, as minhas análises, no presente caso, não significam desprezo, em absoluto, à figura de Deus, mas sim a impressão que se deve ter sobre a necessidade de se tratar a política com seriedade e competência, deixando que os homens cuidem exclusivamente dela, obviamente deixando Deus para os assuntos especificamente espirituais e religiosos.

Urge que haja mais competência e seriedade na política, de modo que as questões inerentes a ela sejam cuidadas com respeito e responsabilidade e que nada fique sem solução, como forma de satisfazer aos seus desideratos.

Acredita-se que Deus seria justo e consciencioso caso a terra brasilis fosse realmente Dele, que jamais este país seria governado por políticos aproveitadores, desonestos, insignificantes e desmoralizados, visto que estes são atributos próprios do satanás.

À vista do exposto tudo aconselha que Deus fique bem afastado das hostes políticas, porque Ele é versado mesmo, com bastante cátedra, em assuntos espirituais e religiosos.

Acorda, Brasil!

            Brasília, em 26 de janeiro de 2026

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