Sim, para que seja verdadeira essa assertiva, que tanto se comenta em
forma de orgulho, de que o último ex-presidente do pais foi o mais honesto do
Brasil, é preciso que seja apagado do seu currículo político algo extremamente
impossível, porque ele teve a pachorra de levar para o seu governo, pasmem, o
mais deplorável e desonesto grupo político da história brasileira.
Na campanha eleitoral de 2018, como candidato, ele o cognominou de
"velha política", tendo inclusive prometido que jamais negociaria com
ele.
Trata-se da sua espúria e pecaminosa associação com o Centrão, que teria
sido levado para o seu colo, no Palácio do Planalto, depois das fortes ameaças
do seu impeachment pelo Congresso Nacional.
Isso o obrigou a desdizer e quebrar a sua honra de não negociar com o
grupo político da promiscuidade, com a certeza de que o cargo presidencial
estaria a salvo, como de fato esteve, com a proteção do Centrão.
Vejam que essa decisão implicou necessária e imediatamente, por acordo
de "cavalheiros", na liberação de emendas parlamentares e na
concessão de cargos públicos, inclusive de ministros, tudo por exigência desse
nefasto conjunto de políticos desonestos.
Pode-se até se questionar que não houve quebra da honestidade nisso,
porque ele não se apoderou se recursos públicos para si, mas ele decidiu
liberar dinheiro do erário para comprar a lealdade e a proteção do Centrão,
para ter a garantia pessoal na forma da manutenção do cargo presidencial.
Importa frisar que a irregularidade havida na compra da consciência
política do Central teve por propósito investimento em interesse pessoal do
presidente do país, sem qualquer implicação com a causa pública, que é
exatamente para a qual deve se destinar a verba orçamentária.
Sim, nesse deprimente episódio não há apropriação de recursos públicos
para os bolsos do ex-presidente, mas houve gastos desnecessários e indevidos
com a espúria aliança com o Centrão e isso caracteriza forma indireta de
corrupção, que é o emprego de dinheiro para a solução de assunto pessoal do
então presidente do país.
Isso de se dizer sobre o presidente mais honesto não passa de mera
ilusão, talvez por força da ideologia política, visto que há fato contando
história diferente.
Na verdade, acredita-se que a verdadeira avaliação sobre a honestidade
de político, na vida pública, se exige a demonstração de ficha transparente
sobre a imaculabilidade do gestor público, vale se dizer sem nenhum registro de
desvio de conduta funcional.
Acorda, Brasil!
Diante desse meu texto, um cidadão houve por discordar dele e escrever a
mensagem a seguir.
“O centrão já faz parte do cotidiano político em qualquer formação de
poder até hoje registrado no Congresso Nacional, ou o centrão, ou qualquer
outra agremiação em épocas diferentes, mas o que se questiona é a integridade,
a honra e o caráter do eterno Presidente Bolsonaro, comparando com a do atual
presidente, que é um ESCÁRNIO, tendo sua marca e logotipo engulhado nas
entranhas da corrupção hoje e sempre. Então, moral da história, o Presidente
Jair Messias Bolsonaro se eterniza como guardião da moral, pois até sua prisão
é imoral e ilegal. Pode rasgar a constituição e decretar estado de exceção,
imposto pelo STF dentre outras organizações criminosas que nos envergonham.”.
Em
resposta à aludida mensagem, eu disse que quem se associa ao Centrão concorda
deliberadamente com a desonestidade na política e isso o ex-presidente do país
fez de peito aberto.
Quaisquer
outros fatos precisam ser analisados à parte, inclusive comparações com outro
governo e condenação à prisão dele, porque, em princípio, são outras histórias
e outros fatos à margem do quesito honestidade aqui em discussão.
O que
importa é que ele se alinhou ao Centrão e não teve vergonha alguma de se lamear
na podridão do mesmo chiqueiro.
O mais
grave dessa triste história é que as pessoas fanáticas ainda tentam arrumar
desculpas ingênuas e desconexas para não aceitação da dura realidade.
Sim, o
famigerado Centrão realmente "faz parte do cotidiano político em
qualquer formação do poder até hoje registrado no Congresso Nacional",
mas, infelizmente ele nunca deixou, em momento algum, de praticar o condenável
fisiologismo que tem a marca indelével da vergonha e da falta de escrúpulo, que
maculam a dignidade da política, que repudia os homens públicos que se associam
a esse grupo de declarados desonestos, como fez o ex-presidente do país, com a
cara mais emperobada, para salvar o cargo presidencial.
Caso ele
fosse honesto como se apregoa, ele jamais se submeteria aos caprichos do
Centrão, tendo preferido, por questão de moralidade e honestidade, enfrentar o
processo legal do afastamento do poder, sem se passar pelo presidente que
aceitou as exigências espúrias e recrimináveis pelos políticos de verdade, que
sabem perfeitamente o valor e a importância do sagrado princípio da honestidade.
É
bastante vergonhoso que pessoas se verguem ao sentimento da aceitação do
"jeitinho brasileiro", como fez o então presidente do país, para
salvar situação pessoal, fazendo, para tanto, uso de dinheiro público, mesmo
que isso tenha sido péssimo exemplo para os verdadeiros brasileiros dignos e
honestos.
O certo é
que só existe uma maneira transparente e indiscutível de honestidade, que é
aquela em que há evidente imaculabilidade.
Evidentemente que ainda não convencido sobre os meus argumentos, aquela
pessoa disse o seguihte: “Estou falando em caráter e moral entre os dois, o
Presidente Bolsonaro sai de cabeça erguida, já o Lula, sai como maior corrupto
da história da humanidade.”.
Em
resposta, eu disse que não sei por que a necessidade de correlação entre
políticos, quando estamos tratando especificamente da honestidade de alguém?
Seria
para se tirar proveito, em se tratando da falta de conceito de quem não tem?
O
conceito de honestidade se avalia de per si, individualmente, sem envolvimento
de outrem, que não serve de parâmetro.
Lembrando
que a questão inicial diz o seguinte: (omiti o nome) vai passar para a
história como o presidente mais honesto que o Brasil já teve", que é
algo contestável, segundo o meu pensamento.
Vê-se que
o tema é isolado e precisa ser analisado separadamente, tendo por base apenas
aspectos relacionados com o ex-presidente do pais, à vista de seus atos, na
vida pública, obviamente não se admitindo indevidas comparações.
Quem sai
do governo de cabeça erguida, depois de ter se associado com o Centrão,
realmente mostra o seu nível de honestidade, que certamente não é aquele
desejável pelos brasileiros dignos e honrados.
Brasília, em 8 de fevereiro de 2026
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