sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Intimidação?

              Em mensagem que circula na internet, importante economista disse que “Não acho que nem o advogado mais ardiloso e sem escrúpulos conseguiria encontrar algo na legislação dos EUA que dê ao presidente o direito de impor tarifas a um país, não por razões econômicas, mas porque ele não gosta do que o Judiciário desse país está fazendo”.

Além da ilegalidade na medida, ele questionou a lógica política da medida, por não enxergar razões para aquele país se imiscuir em assuntos de competência do Brasil.

Certamente que o tarifaço aplicado sobre alguns produtos exportados pelo Brasil não encontra amparo legal, nem nos Estados Unidos da América e muito menos no Direito Internacional, senão no livre-arbítrio de apenas alguém querer impor sanção ao país tupiniquim por motivação visivelmente fora de contexto.

Na verdade, não há a mínima justificativa plausível para se tentar consertar, por meio de medida visivelmente enviesada e injusta, com viés nitidamente intimidativo, possíveis distorções procedimentais de outro país, cujo assunto não têm qualquer relação com os negócios daquela nação, que precisa cuidar exclusivamente dos seus interesses, deixando que o Brasil resolva os seus assuntos.

É preciso ficar claro que os problemas brasileiros devem ser analisados, discutidos e solucionados exclusivamente no âmbito nacional, com os recursos criados pelas lideranças políticas nacionais, ressalvadas as hipóteses previstas em acordos e tratados internacionais que o Brasil faça parte, porque esses instrumentos existem exatamente com a finalidade de mediar situações insolúveis internamente.

No presente caso, ficaram mais do que comprovadas a incompetência e a incapacidade das lideranças políticas para cuidarem das questões brasileiras, no próprio país, optando, ao contrário e erroneamente, para pedir ajuda ao país do tio Sam, aproveitando, para isso, laços de amizade entre o presidente desse país e o último ex-presidente brasileiro, que é algo excepcional, porque a ousadia da traição à pátria não teria acontecida se o mandatário daquele país não fosse da mesma linha ideológica.

Isso permite se intuir que o pedido de socorro em tela comprova a plena incompetência das lideranças políticas brasileiras para cuidar dos problemas nacionais, em cristalina demonstração de incapacidade para o desempenho dos mandatos para os quais elas foram eleitas, posto que não tiveram o menor escrúpulo em assumir o seu vácuo de atributos para enfrentarem as crises institucionais do país.

Essa deplorável realidade permitiu se gerar crise ainda muito mais grave, cujas consequências são notoriamente inestimáveis e extremamente prejudicais à economia brasileira e às relações diplomáticas entre dois países de longa e profunda relação de amizade, causadas por conta da insensibilidade, da incompetência e da irresponsabilidade preponderantes.

Certamente que, em nenhum país, minimamente evoluído, em termos político, seria capaz de pedir ajuda a outra nação para resolver os seus problemas sem a devida observância ao ordenamento jurídico internacional, na forma prevista em tratados e acordos apropriados, porque é assim o procedimento segundo o rito diplomático e de civilidade.

Não obstante, esse desastre tem o condão de mostrar a confirmação do ditado popular de que o povo tem os representantes políticos que merece, porque eles agem em sintonia com a vontade do voto demandado pelo povo.

Embora o pedido de ajuda externa em causa trate de violenta deslealdade às causas nacionais, é preciso que os brasileiros saibam tirar lição dessa tragédia, no sentido de aprender a votar, somente elegendo políticos que se comprometam a trabalhar exclusivamente em defesa dos interesses dos brasileiros e do Brasil.

Acorda, Brasil! 

Brasília, em 15 de agosto de 2025

 

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