Além da
ilegalidade na medida, ele questionou a lógica política da medida, por não
enxergar razões para aquele país se imiscuir em assuntos de competência do
Brasil.
Certamente
que o tarifaço aplicado sobre alguns produtos exportados pelo Brasil não
encontra amparo legal, nem nos Estados Unidos da América e muito menos no
Direito Internacional, senão no livre-arbítrio de apenas alguém querer impor
sanção ao país tupiniquim por motivação visivelmente fora de contexto.
Na
verdade, não há a mínima justificativa plausível para se tentar consertar, por
meio de medida visivelmente enviesada e injusta, com viés nitidamente
intimidativo, possíveis distorções procedimentais de outro país, cujo assunto
não têm qualquer relação com os negócios daquela nação, que precisa cuidar
exclusivamente dos seus interesses, deixando que o Brasil resolva os seus
assuntos.
É preciso
ficar claro que os problemas brasileiros devem ser analisados, discutidos e
solucionados exclusivamente no âmbito nacional, com os recursos criados pelas
lideranças políticas nacionais, ressalvadas as hipóteses previstas em acordos e
tratados internacionais que o Brasil faça parte, porque esses instrumentos existem
exatamente com a finalidade de mediar situações insolúveis internamente.
No
presente caso, ficaram mais do que comprovadas a incompetência e a incapacidade
das lideranças políticas para cuidarem das questões brasileiras, no próprio
país, optando, ao contrário e erroneamente, para pedir ajuda ao país do tio
Sam, aproveitando, para isso, laços de amizade entre o presidente desse país e
o último ex-presidente brasileiro, que é algo excepcional, porque a ousadia da
traição à pátria não teria acontecida se o mandatário daquele país não fosse da
mesma linha ideológica.
Isso
permite se intuir que o pedido de socorro em tela comprova a plena
incompetência das lideranças políticas brasileiras para cuidar dos problemas
nacionais, em cristalina demonstração de incapacidade para o desempenho dos
mandatos para os quais elas foram eleitas, posto que não tiveram o menor
escrúpulo em assumir o seu vácuo de atributos para enfrentarem as crises
institucionais do país.
Essa
deplorável realidade permitiu se gerar crise ainda muito mais grave, cujas
consequências são notoriamente inestimáveis e extremamente prejudicais à
economia brasileira e às relações diplomáticas entre dois países de longa e
profunda relação de amizade, causadas por conta da insensibilidade, da
incompetência e da irresponsabilidade preponderantes.
Certamente
que, em nenhum país, minimamente evoluído, em termos político, seria capaz de
pedir ajuda a outra nação para resolver os seus problemas sem a devida
observância ao ordenamento jurídico internacional, na forma prevista em
tratados e acordos apropriados, porque é assim o procedimento segundo o rito
diplomático e de civilidade.
Não
obstante, esse desastre tem o condão de mostrar a confirmação do ditado popular
de que o povo tem os representantes políticos que merece, porque eles agem em
sintonia com a vontade do voto demandado pelo povo.
Embora o
pedido de ajuda externa em causa trate de violenta deslealdade às causas
nacionais, é preciso que os brasileiros saibam tirar lição dessa tragédia, no
sentido de aprender a votar, somente elegendo políticos que se comprometam a
trabalhar exclusivamente em defesa dos interesses dos brasileiros e do Brasil.
Acorda,
Brasil!
Brasília,
em 15 de agosto de 2025
Nenhum comentário:
Postar um comentário