quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A semente do bem

 

Em canção que circula na internet, está escrito, com muita clareza, que: “… pois quem planta amor na Terra, sabe o que colher…”.

Quem planta amor também deve ter muito cuidado para se evitar a plantação de erva daninha, porque esta pode contaminar e estragar toda a lavoura.

Mutatis mutantes, não se pode garantir, por falta de elementos seguros, que o ex-presidente do país esteja colhendo os frutos referentes às sementes daninhas plantadas por ele.

Essas sementes podem ter relação com os acalorados embates travados com integrantes de outro poder da República, que tiveram implicação nada agradável para os planos do então presidente, porque o sistema dominante entendeu de qualificá-lo como golpista.

Isso certamente em razão de ele ter demonstrado incontrolável índole para os enfrentamentos, mesmo que os fatos nem justificassem o seu desempenho completamente enviesado das funções próprias do magistério presidencial, à vista da visível dissonância de atos inerentes às atribuições presidenciais, ferindo os limites dos princípios aplicáveis ao Executivo.

Na realidade, isso foi algo que deixou de ser devidamente observado, no governo anterior, à vista da sua facilidade de discutir em defesa das suas ideias.

A verdade é que essa situação contribuiu para causar sensível ruptura da normalidade democrática, passando a integrar projeto violento de vingança e perseguição jamais visto em toda história da República, conforme mostram os fatos históricos.

À toda evidência, a emocionante canção em causa evidencia revelações que poderiam servir apenas para o enaltecimento das qualidades da vida pública do ex-presidente do país, malgrados não fossem os nefastos atritos fora do script previsto na cartilha própria do verdadeiro magistrado republicano.

Enfim, a canção em apreço mostra a necessidade da fidelidade aos limites dos saudáveis princípios democráticos e republicanos, obviamente para se evitar surpresas desagradáveis como aquelas que estão acontecendo com o ex-presidente do país, que até teria tentado fazer o melhor para o Brasil, mas é forçoso se reconhecer que algo foi desviado do seu curso normal.

Brasília, em 5 de janeiro de 2026

Nenhum comentário:

Postar um comentário