Não
obstante, o juiz da corte maior do país negou pedido da defesa, no sentido de o
ex-presidente obter prisão domiciliar humanitária, para tratamento médico,
tendo determinado que ele, em seguida a alta hospitalar, fosse conduzido para a
superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para voltar a cumprir sua
pena de mais 27 anos de prisão.
Um filho
do político, que é senador e candidato ao cargo de presidente da República, reagiu
à aludida decisão, sustentando que o ex-chefe do Executivo precisa de cuidados
que não podem ser garantidos em prisão.
O
parlamentar alegou que seu pai tem até o risco de ser acometido por AVC, "em
função das complicações em sua saúde".
No
despacho, o mencionado juiz disse que, "diferente do que alegou a
defesa", o quadro de saúde do ex-presidente melhorou.
O filho
do ex-presidente sustentou que a decisão está "cheia de sarcasmo. Até
quando (o omiti o nome) terá procuração para praticar tortura. Leia o
laudo, ser abjeto", em referência ao documento que, segundo ele, é
"claro" em apontar que o ex-presidente "precisa de
cuidados permanentes que não podem ser garantidos em uma prisão.”.
À toda
evidência, esperava-se que o ex-presidente do país, depois de ter submetido a
quatro cirurgias, com certa delicadeza, tendo alto do hospital, pudesse ser tratado com o mínimo de dignidade e
humanismo, com direito a continuar a convalescência na sua residência.
Isso era
o que se imaginava que iria acontecer, sob o prisma do bom senso e da
sensibilidade humanos, caso não existisse o arraigado sentimento de antagonismo
que tem sido alimentado em cada etapa desse processo desumano e persecutório,
que somente contribui para animalizar as relações humanas.
Queira
Deus que as pessoas possam se conscientizar de que a compaixão precisa ter
relevância em termos de sentimentos humanos, principalmente em situação que
seria simplesmente natural que houvesse o reconhecimento da valorização dos princípios
humanitários, independentemente de qualquer desavenças ideológicas, que jamais
deveriam ter influência em casos excepcionais envolvendo doenças.
Enfim,
apelam-se por que as pessoas possam privilegiar o importante sentimento de compaixão,
como forma de mútua compreensão sobre a grandeza ínsita do ser humano, que não
deveria ser prejudicada por razões de puro antagonismo, nas relações sociais.
Brasília,
em 3 de janeiro de 2026
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