quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Desvio de função

 

A direita teve realmente a grande oportunidade de conquistar o poder, aproveitando momento de fragilidade política da esquerda, notadamente no que se refere à decadência moral, por conta do seu envolvimento com intensos atos de corrupção com recursos públicos.

Acontece que a sua prioridade estratégica foi bater de marretada no sistema esquerdista, com tamanha voracidade que o resultado se voltou com a intensidade multiplicada e ainda com muito maior estrago do que o esperado por ela.

Como foi o maior prejuízo, com a fragorosa perda do poder para político desprestigiado, desonesto e insignificante, não importando possível interferência indevida no sistema eleitoral, porque isso já é consequência dos desvios de conduta presidencial.

O titular do trono presidencial conseguiu tropeçar nos próprios erros fenomenais, em destrambelhamento imperdoável para o mais inexperiente mandatário, ao se permitir entrar em embates ferrenhos com seus opositores, ainda mais por motivos fúteis e desnecessários, cujo alvo principal era justamente o envolvimento dele em gigantesca teia de aranha que resultasse na opinião de que ele era autêntico golpista.

Os fatos mostram exatamente isso que o sistema agora o acusa de golpista-mor e ele, por mais que se esforce, não consegue se desvencilhar das próprias e monstruosas trapalhadas.

Imagina-se que faltaram traquejos, inteligência, prudência e, sobretudo, experiência política, com a sapiência o orientando para os cuidados que o chefe do governo precisa ter no cargo, de somente seguir a cartilha prevista para as funções próprias inerentes ao chefe do Executivo, evidentemente compreendendo medida sem qualquer interferência com outros poderes da República, algo que deveria ter sido observado, com muito cuidado, no governo anterior.

Quanto a isso, o então presidente do país se sentia na obrigação de enfrentar quem bem entendesse, para mostrar coragem perante os seus seguidores, sem se preocupar com as consequências, que foram certamente as duras e horrorosas possíveis, como mostram os fatos da história, na forma da perda do poder e das intermináveis e cruentas perseguições que o alijaram definitivamente da vida pública, não permitindo mais a sua volta às atividades políticas.

Todo esse relato ajuda à compreensão de que, não fosse ele cediço ao encorajamento ao debate, por mera disputa do poder, quando ele deveria ter passado por cego, mouco é mudo, se mostrando apenas interessado nos assuntos inerentes ao Executivo, cargo para o qual ele foi eleito, certamente que a reeleição no cargo estaria garantida e jamais haveria a tragédia para o Brasil e os brasileiros, precisamente por conta da incompetência, da imprudência e principalmente da irresponsabilidade.

A mensagem em comento cuida de mostrar, em minúcias, uma série de fatos que jamais aconteceriam se tudo tivesse sido feito ao contrário do que realmente aconteceram no governo dele.

A verdade é que pouquíssimos brasileiros têm a consciência sadia para aceitar a realidade dos acontecimentos, preferindo julgar e condenar os gravíssimos crimes causados por quem hoje persegue e condena, com mão-de-ferro, porque isso parece muito mais confortável e cômodo, apenas diante de fatos suspeitos de crime.

É evidente que não se espera nenhum milagre sobre a compreensão de que teria havido falha estratégica na compostura do maior líder da oposição, porque isso seria o mesmo que se decidir pelo afastamento dele da vida pública, diante dos desastrosos resultados que conduziram o Brasil ao presente infortúnio.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 6 de janeiro de 2026

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