Essa
medida despertou em mim a lembrança da importante máxima popular segundo a qual
governar é estabelecer prioridades.
Será
então que entre as prioridades de Uiraúna estaria o carnaval ou não teriam
outros projetos e obras na linha do que tem urgência para a satisfação dos
interesses da população?
Que bom
que o carnaval mereça a cobertura de substanciais recursos públicos, em quantia
bastante representativa, evidentemente na certeza de que têm recursos sobrando
para outros programas sociais do município, como a saúde, o saneamento, entre
outros.
Não
obstante, o momento é oportuno para se indagar se está havendo recursos
suficientes para a conclusão do hospital, que vem se arrastando já há algum
longo tempo, possivelmente por escassez de recursos?
Sim, não
se pode olvidar que carnaval é o ópio do povão e faz parte da cultura de um
povo, que até justifica a sua realização, como nos tempos idos, quando o povão
fazia e bancava a própria folia, vale dizer, sem verbas públicas.
Na
essência, carnaval é de suma importância para o povo, mas a prioridade, sem
dúvida alguma, deve ser a conclusão do hospital, que, no momento, está acima de
qualquer programa social de governo, à vista da carência da prestação de
serviços médico-hospitalares de qualidade.
E olha
que o bom senso e a racionalidade acenam que o expressivo valor de R$ 650 mil,
na pior das hipóteses, ajudaria de forma substancial, no adiantamento das
importantes fases de construção do hospital ou na aquisição de equipamentos, salvo
se já tenha recursos sobrando, que parece que até parece ser o caso, tanto que
não falta recursos para os foliões se divertirem às custas dos conformados
contribuintes.
Certamente
que a população não ficaria magoada, com a gestão pública, se houvesse o
honesto e devido esclarecimento sobre a verdade de que somente haverá recursos
para a festa momesca quando o município estiver resolvido todas as pendências
de prioridades elencadas da população, com destaque para a saúde pública, com a
construção do hospital e o seu aparelhamento.
Não se
quer dizer com essa manifestação, porque eu apenas disse o óbvio, que,
pessoalmente, eu seja contra a realização do carnaval com recursos públicos, em
absoluto, porque se trata da maior festa popular, mas quero afirmar que sou a
favor da priorização da aplicação do dinheiro do explorado contribuinte,
justamente à vista da realização da festa popular com emprego de recursos
públicos que seriam, sob o prisma do bom senso, muito mais bem destinados para
obras de interesse essencial da sociedade.
Salve a
brincadeira, em pleno século XXI, de se torrar dinheiro público na fogueira dos
festejos momescos!
Brasília,
em 28 de janeiro de 2026
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