sábado, 31 de janeiro de 2026

Indignidade

Mesmo em plena campanha eleitoral à Presidência da República, o filho do principal político da oposição brasileira disse que desistiria da candidatura se o seu pai foi fosse liberado para se candidatar ao Palácio do Planalto.

Ao contrário de elevar a dignidade desse político, a sua imagem fica infinitamente denegrida com o posicionamento nitidamente chantagista como esse adotado na mensagem, que condiciona a desistência da sua candidatura pela troca da habilitação política do seu pai, dando a entender que se trata de jogo, em que a sua candidatura serve de moeda.

A pretensão dissimulada do político tem tudo de clareza e objetividade, quando condiciona a existência da sua candidatura a possível benefício direto para o seu pai, em forma de plenas liberdades das penas políticas impostas a ele.

Isso é próprio da malandragem inerente à velha política, com vistas à obtenção de indevida vantagem pessoal, por meio de maquiavélico artifício político.

Trata-se de algo completamente imaginável, em se tratando da falta de seriedade e decência na política, diante da impossibilidade de conflitos de interesses envolvendo a busca de vantagem senão somente para a satisfação do interesse público, contrariamente do que se patenteia na mensagem alardeada pelo pré-candidato presidencial da oposição.

É bastante lastimável que alguém seja lançado candidato presidencial, tendo por finalidade a protagonização de papel o mais vil possível, na política, em clara reafirmação da baixeza que somente menospreza a grandeza dos salutares princípios republicanos e democráticos.

Diante de espetáculo de tamanha vileza, compete aos brasileiros do bem repudiarem, com veemência, tentativa de desprezo à dignidade representada pelos pilares da democracia, dizendo em bom e alto som que discordam da excrescência anunciada pelo candidato da direita, pretendendo possíveis benefícios por vias antirrepublicanas.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 27 de janeiro de 2026


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