Ao
contrário de elevar a dignidade desse político, a sua imagem fica infinitamente
denegrida com o posicionamento nitidamente chantagista como esse adotado na
mensagem, que condiciona a desistência da sua candidatura pela troca da
habilitação política do seu pai, dando a entender que se trata de jogo, em que
a sua candidatura serve de moeda.
A
pretensão dissimulada do político tem tudo de clareza e objetividade, quando
condiciona a existência da sua candidatura a possível benefício direto para o
seu pai, em forma de plenas liberdades das penas políticas impostas a ele.
Isso é
próprio da malandragem inerente à velha política, com vistas à obtenção de
indevida vantagem pessoal, por meio de maquiavélico artifício político.
Trata-se
de algo completamente imaginável, em se tratando da falta de seriedade e
decência na política, diante da impossibilidade de conflitos de interesses
envolvendo a busca de vantagem senão somente para a satisfação do interesse
público, contrariamente do que se patenteia na mensagem alardeada pelo
pré-candidato presidencial da oposição.
É
bastante lastimável que alguém seja lançado candidato presidencial, tendo por
finalidade a protagonização de papel o mais vil possível, na política, em clara
reafirmação da baixeza que somente menospreza a grandeza dos salutares
princípios republicanos e democráticos.
Diante de
espetáculo de tamanha vileza, compete aos brasileiros do bem repudiarem, com
veemência, tentativa de desprezo à dignidade representada pelos pilares da
democracia, dizendo em bom e alto som que discordam da excrescência anunciada
pelo candidato da direita, pretendendo possíveis benefícios por vias
antirrepublicanas.
Acorda,
Brasil!
Brasília,
em 27 de janeiro de 2026
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