quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Novas lideranças

Em mensagem postada na internet, o último ex-presidente do país manda o seguinte recado para os seus apoiadores: “Você vai ficar conosco até o fim? Mostre isso: 22!”.

A meu juízo, a mensagem apresentada pelo político, sugerindo que as pessoas fiquem com ele até o fim, tendo por base o número indicado por ele, tem tudo de propaganda política que não convém para quem se encontra alijado momentaneamente da prática de atividades públicas.

A verdade, queira ou não, o político se encontra inelegível, não podendo se candidatar a cargo público eletivo, e preso, recolhido ao cárcere, o que vale se afirmar que ele inexiste para o mundo da política, na essência da palavra.

Em termos de princípios éticos, com vistas à decência e à dignidade ínsitas dos verdadeiros homens públicos, seria muito mais representativo, com vistas à pureza política, que ele compreendesse a importância de se afastar dos assuntos políticos, enquanto ele se encontra inabilitado para tanto e procurar cuidar exclusivamente da sua saúde, de forma prioritária, e das questões inerentes aos fatos que resultaram nesse alijamento das atividades políticas.

Essa conclusão é mais do que natural e se explica pelo fato de que pessoa completamente envolvida em gravíssimos assuntos, como é bastante visível, como o tratamento da própria saúde e a existência de fatos impeditivos e contrários ao salutar interesse da sociedade, certamente que jamais teria condições de conciliar, de forma benigna, os conflitos de interesses particulares e públicos.

A verdade é que a margem de conflitos resulta sempre em prejuízos para ambos os lados, por se tratar de assuntos relevantes que nunca vão se encontrar, de maneira satisfatória, de mãos dadas no mesmo caminho e isso somente contribui para se intuir que a insistência do político de tentar influenciar na vida política brasileira tem tudo de gravíssimo erro estratégico por parte dele, que demonstra somente se preocupar com os seus interesses pessoais, em detrimento das causas maiores do Brasil.

A verdade é que quem deveria decidir sobre o futuro de seus representantes públicos era o povo, mas esse, fanatizado pela ideologia, alimentada pela deplorável polarização, não tem o menor escrúpulo em apoiar políticos que se encontram alijados das atividades públicas, em razão de notórios fatos, justos ou não, mas eles existem e têm o condão de impedir que o político continue tentando mostrar a sua influência na política, sem ao menos refletirem sobre os gravíssimos danos que isso pode causar aos interesses do Brasil.

O ideal, diante das circunstâncias e especialmente por ser mais conveniente para os interesses do Brasil e dos brasileiros, é que o povo se conscientize, com urgência, sobre a importância de renovação da liderança política, de modo que essa mudança objetive a harmonização sábia e salutar mentalidade política com a aceitação de candidatos com ideias arejadas, sadias, inteligentes e desinteressadas nas benesses públicas, com pensamento exclusivamente voltado para as relevantes causas nacionais.

Acorda, Brasil!

            Brasília, em 10 de janeiro de 2026 

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