A meu
juízo, a mensagem apresentada pelo político, sugerindo que as pessoas fiquem
com ele até o fim, tendo por base o número indicado por ele, tem tudo de
propaganda política que não convém para quem se encontra alijado momentaneamente
da prática de atividades públicas.
A
verdade, queira ou não, o político se encontra inelegível, não podendo se
candidatar a cargo público eletivo, e preso, recolhido ao cárcere, o que vale
se afirmar que ele inexiste para o mundo da política, na essência da palavra.
Em termos
de princípios éticos, com vistas à decência e à dignidade ínsitas dos
verdadeiros homens públicos, seria muito mais representativo, com vistas à
pureza política, que ele compreendesse a importância de se afastar dos assuntos
políticos, enquanto ele se encontra inabilitado para tanto e procurar cuidar
exclusivamente da sua saúde, de forma prioritária, e das questões inerentes aos
fatos que resultaram nesse alijamento das atividades políticas.
Essa
conclusão é mais do que natural e se explica pelo fato de que pessoa
completamente envolvida em gravíssimos assuntos, como é bastante visível, como
o tratamento da própria saúde e a existência de fatos impeditivos e contrários
ao salutar interesse da sociedade, certamente que jamais teria condições de
conciliar, de forma benigna, os conflitos de interesses particulares e
públicos.
A verdade
é que a margem de conflitos resulta sempre em prejuízos para ambos os lados,
por se tratar de assuntos relevantes que nunca vão se encontrar, de maneira
satisfatória, de mãos dadas no mesmo caminho e isso somente contribui para se
intuir que a insistência do político de tentar influenciar na vida política
brasileira tem tudo de gravíssimo erro estratégico por parte dele, que
demonstra somente se preocupar com os seus interesses pessoais, em detrimento
das causas maiores do Brasil.
A verdade
é que quem deveria decidir sobre o futuro de seus representantes públicos era o
povo, mas esse, fanatizado pela ideologia, alimentada pela deplorável
polarização, não tem o menor escrúpulo em apoiar políticos que se encontram
alijados das atividades públicas, em razão de notórios fatos, justos ou não,
mas eles existem e têm o condão de impedir que o político continue tentando
mostrar a sua influência na política, sem ao menos refletirem sobre os
gravíssimos danos que isso pode causar aos interesses do Brasil.
O ideal,
diante das circunstâncias e especialmente por ser mais conveniente para os
interesses do Brasil e dos brasileiros, é que o povo se conscientize, com
urgência, sobre a importância de renovação da liderança política, de modo que
essa mudança objetive a harmonização sábia e salutar mentalidade política com a
aceitação de candidatos com ideias arejadas, sadias, inteligentes e
desinteressadas nas benesses públicas, com pensamento exclusivamente voltado
para as relevantes causas nacionais.
Acorda,
Brasil!
Brasília, em 10 de janeiro de 2026
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