Na intensificação dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã vem
se tornando muito clara a superioridade militar ocidental, especialmente na
combinação entre inteligência, tecnologia e capacidade de ataque de precisão,
que é amplamente dominante e destruidor.
Até agora, parcela significativa da liderança religiosa, política e
militar iraniana foi neutralizada e aniquilada, por meio de atingimento direto
em bunkers e esconderijos que deveriam
garantir a proteção de líderes e importantes estrategistas de guerra.
Já é fato que as milícias aliadas iranianas, o chamado “anel de fogo” ao
redor de Israel, cuidadosamente construído pelo regime islamita, como Hamas, estão
sendo desestruturadas e não conseguem lançar ataques a Israel, fato este
verificado em todas as ameaças das
milícias montadas e mantidas pelos iranianos, a exemplo do Hezbollah,
severamente degradado, em pleno declínio.
Enfim, já é muito claro que o Irã já não se sustenta como aquela potência
regional, diante da progressiva destruição dos pontos cardeais que comandavam o
conjunto da maldade no Oriente Médio.
Os chamados "ataques de precisão" especificamente nas
localidades que concentram a inteligência humana e a capacidade de criação e iniciativas
das engrenagens de guerra, cujo resultado tem sido o extermínio da tecnologia
básica sustentadora e incentivadora das ações militares, demonstram
extraordinário avanço dessa desgraça inventada e mantida estrategicamente pelo
próprio homem, que tem como fim apenas a aniquilação definitiva,
principalmente, de vidas humanas.
A toda evidência, a eliminação das fontes alimentadoras das ações
militares e tecnológicas evita os ataques maciços e intencionais às tropas inimigas,
diante da notória e drástica redução do potencial dos componentes e
equipamentos essenciais aos ataques, normalmente com foco na força de combate,
composta pelos saldados, que vão tombando um atrás do outro, sem terem
condições de defesa.
É evidente que a sanha da violência e da perseguição aos inimigos nunca
termina, porque esse sentimento egoístico e selvagem de destruição se alimenta
da repetição das guerras, mas essa importante preocupação com o controle dos
centros responsáveis pelo direcionamento das lutas e estratégias de guerra já é
avanço da maior relevância, em termos de benefício para a preservação de vidas
humanas.
Até parece bastante paradoxal se louvar ações próprias de guerra, mas
dos seus gravíssimos males, a eliminação proposital dos núcleos de inteligência
e tecnologia é algo que se harmoniza com a genialidade humana, em benefício do
próprio homem.
Brasília, em 22 de março de 2026
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