segunda-feira, 30 de março de 2026

Inteligência de guerra!

 

Na intensificação dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã vem se tornando muito clara a superioridade militar ocidental, especialmente na combinação entre inteligência, tecnologia e capacidade de ataque de precisão, que é amplamente dominante e destruidor.

Até agora, parcela significativa da liderança religiosa, política e militar iraniana foi neutralizada e aniquilada, por meio de atingimento direto em  bunkers e esconderijos que deveriam garantir a proteção de líderes e importantes estrategistas de guerra.

Já é fato que as milícias aliadas iranianas, o chamado “anel de fogo” ao redor de Israel, cuidadosamente construído pelo regime islamita, como Hamas, estão sendo desestruturadas e não conseguem lançar ataques a Israel, fato este verificado em todas as ameaças  das milícias montadas e mantidas pelos iranianos, a exemplo do Hezbollah, severamente degradado, em pleno declínio.

Enfim, já é muito claro que o Irã já não se sustenta como aquela potência regional, diante da progressiva destruição dos pontos cardeais que comandavam o conjunto da maldade no Oriente Médio.

Os chamados "ataques de precisão" especificamente nas localidades que concentram a inteligência humana e a capacidade de criação e iniciativas das engrenagens de guerra, cujo resultado tem sido o extermínio da tecnologia básica sustentadora e incentivadora das ações militares, demonstram extraordinário avanço dessa desgraça inventada e mantida estrategicamente pelo próprio homem, que tem como fim apenas a aniquilação definitiva, principalmente, de vidas humanas.

A toda evidência, a eliminação das fontes alimentadoras das ações militares e tecnológicas evita os ataques maciços e intencionais às tropas inimigas, diante da notória e drástica redução do potencial dos componentes e equipamentos essenciais aos ataques, normalmente com foco na força de combate, composta pelos saldados, que vão tombando um atrás do outro, sem terem condições de defesa.

É evidente que a sanha da violência e da perseguição aos inimigos nunca termina, porque esse sentimento egoístico e selvagem de destruição se alimenta da repetição das guerras, mas essa importante preocupação com o controle dos centros responsáveis pelo direcionamento das lutas e estratégias de guerra já é avanço da maior relevância, em termos de benefício para a preservação de vidas humanas.

Até parece bastante paradoxal se louvar ações próprias de guerra, mas dos seus gravíssimos males, a eliminação proposital dos núcleos de inteligência e tecnologia é algo que se harmoniza com a genialidade humana, em benefício do próprio homem.

Brasília, em 22 de março de 2026

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