Em mensagem postada nas redes sociais, foi dito que “Meu avô me dizia
que alimente um cão por três dias e ele lembrará de você por 30 anos. Alimente
um humano por 30 anos e ele te esquecerá em 3 dias.”.
Acredito piamente que há enorme exagero nesse pensamento que não passa
de mensagem sem o menor fundamento, mas
que sinaliza claramente para a proposital difamação do sentimento humano, em
desnecessária comparação com animal, que é irracional, evidentemente sem
sentido algum.
A verdade é que não se pode simplesmente se fazer generalização sobre
simples pensamento apenas imaginando que todos os homens são iguais e ingratos.
Os exemplos da vida mostram que têm muitas pessoas que realmente são bem
ingratas, não reconhecendo as bondades e os benefícios feitos muitas vezes com
sacrifício para elas, mas certamente a grande maioria das pessoas assistidas
tem gratidão no coração e sabem perfeitamente reconhecer o verdadeiro valor das
ajudas recebidas e isso é justamente o que ainda justifica a continuidade das
boas ações de pessoas maravilhosas, que sabem perfeitamente que a bondade nem
sempre são reconhecidas, mas o que importa para elas é a prática do bem pelas
pessoas de boa vontade.
Vejo que mensagem como essa tem o condão de enorme desestímulo às
atividades de benevolência humana, como se compensasse muito mais alimentar o
animal do que o homem, por ele ser ingrato e não agradecer o bem recebido.
Por isso, penso que a grande verdade mesmo é se fazer o bem sem ver a
quem, ao invés de se disseminar frases que tendem à generalização completamente
prejudicial à prática que levam aos bons resultados, em benefício da sociedade,
independentemente ou não que isso seja reconhecido, porque o que importa mesmo
é, quem pode e quer, deva ajudar quem precisa, sem essa de comparação absurda e
fora de propósito entre animal e pessoa, na forma da busca de reconhecimento.
Enfim, com a devida vênia, gostaria de propor que seja ponderada a
postagem de mensagens, de modo que sejam compartilhadas somente aquelas que
possam contribuir para o estímulo às boas ações, em benefício do bem comum da
sociedade, ao invés de mensagem antissociais e prejudiciais às boas causas.
Brasília, em 23 de março de 2026
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