O monge, acompanhado por seus discípulos. Viajavam em excursão por
estrada e, ao passarem por uma ponte, viram um escorpião ser arrastado pelas
águas.
O monge correu pela margem do rio, entrou na água e conseguiu pegar o
bichinho, pondo a salvo.
Quando o levara para fora, o escorpião o picou e, devido à enorme dor, o
monge deixou-o cair novamente no rio.
O religioso regressou à margem do rio e, com o auxílio de ramo de
árvore, entrou no rio e novamente colheu o escorpião com o salvou.
Depois, voltou e se juntar aos seus discípulos na caminhada.
Enquanto isso os discípulos tinham assistido a tudo e estavam perplexos
e até indignados, quando fizeram a seguinte indagação: “Mestre, a picada
deve estar doendo muito! Por que salvaste aquele bicho ruim e venenoso? Que se
afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a
mão que o procurava salvar! Não merecia a sua compaixão!”.
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu
serenamente: “Ele agiu conforme a sua
natureza, e eu de acordo com a minha.”.
O moral dessa história e que nunca deixe de fazer o bem, mesmo que,
aparentemente, as pessoas não mereçam, porque, nos casos de ajuda, está em jogo
a somente avaliação sobre a bondade, a caridade e o amor, quando se quer fazer
o bem.
Brasília, em 28 de março de 2026
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