O ministro da Defesa brasileira afirmou, pasmem, que o Brasil é uma
"ilha de felicidade" e que é preciso "preservar a
soberania nacional" diante da pressão do governo Trump para
classificar facções criminosas brasileiras como organizações
narcoterroristas.
Ele disse que "nós temos que preservar a nossa soberania e ver
se isso é um mero discurso. Na hora que for para o campo da prática, o
governo federal saberá lidar com o assunto. Você abre o jornal, você vê
risco da primeira página ao fim. Mas nós vivemos numa ilha de felicidade. Nós
nos acostumamos a falar mal do Brasil, mas com a consciência de que é o melhor
País do mundo".
O governo dos Estados Unidos vem pressionando autoridades brasileiras a
classificar facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho
(CV) como organizações terroristas, cuja iniciativa tem apoio da extrema
direita brasileira, mas vem sofrendo forte resistência do Palácio do Planalto e
críticas por parte dos especialistas.
O governo entende que tachar as facções como terroristas permitiria
intervenção militar estrangeira, no Brasil, sob o pretexto de combater o
terrorismo.
Segundo o ministro, as definições legais sobre o tema são no sentido de
que facções como PCC e CV não se encaixam no conceito, uma vez que são
organizações movidas pelo lucro, e não por ideologia política ou religiosa,
como é o caso de grupos terroristas.
A ilha da felicidade referida pelo naturalmente pelo ministro se estende
às facções criminosas que têm vida confortável no Brasil, sendo protegidas pelo
governo.
Com exceção do governo, todo mundo sabe que as organizações criminosas
são estruturadas daninhas, funcionando com base no tráfico de drogas, que se
sustentam da venda de produtos ilícitos, cuja atividade é legalmente proibida
e, por isso, compete ao governo combatê-las e não defendê-las, como assim faz
erroneamente o ministro da Defesa.
A preservação da soberania nacional, também defendida pelo ministro da
defesa somente se justifica quando as suas causas dizem respeito aos assuntos
lícitos e legítimos, bem diferentes do narcoterrorismo protegida pelo governo.
O ministro da Defesa que insiste em defender a existência pacífica de
narcoterroristas, no Brasil, precisa ser qualificado como cúmplice da
criminalidade e da pacificação que contribui para a degeneração da dignidade
humana, quando a sua função é exatamente contrária, de combate à criminalidade.
Sim, estamos diante de verdadeira catástrofe de banalização da
imoralidade e da decrepitude da dignidade, na presença de tempos horríveis de
declínio do dever sublime da defesa dos sagrados princípios constitucionais, em
que autoridades máximas se solidarizam com a predominância da criminalidade e
ainda discursam em defesa de grupos de delinquentes, como se isso fosse a sua
missão natural de apoiar a bandidagem.
Enfim, o ministro da Defesa e demais autoridade do governo que a
preservação da soberania é fundamental e imprescindível nos assuntos relevantes
inerentes à competência constitucional do Estado, conquanto o caso da
narcotraficância deve ser tratada e conduzida à luz da legislação própria da
criminalidade, em conjunto com os organismos internacionais de combate ao
trágico de drogas, de modo que as ações em coordenadas se tornem eficazes no
combate a malignidade da criminalidade.
Urge que os brasileiros do bem criem vergonha e dignidade, na
conscientização sobre a imperiosa necessidade de banir da vida pública as
autoridades que ficam defendendo as facções criminosas, que são chagas
prejudiciais à humanidade.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 24 de março de 2026
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