segunda-feira, 30 de março de 2026

O herói!

 

Em mensagem que circula nas redes sociais, alguém indaga sobre a concordância com o título de herói nacional para o último ex-presidente do país, sem mencionar as devidas justificativas para o embasamento dessa expressiva ideia cívica, em forma de honraria.

Como é fácil explicar os motivos pelos quais o Brasil se encontra mergulhado nas profundezas do abismo, em termos de subdesenvolvimento político e administrativo, quando brasileiros têm a insensatez de elevar ao patamar dos heróis pessoa totalmente inutilizada do mundo político, que se encontra impedida de praticar atividades públicas, estando inclusive inelegível, por decisão judicial, mesmo que sejam questionáveis os motivos que levaram a essa situação deplorável, que faz parte do contexto político.

Sim, tudo isso por razões sem que, aparentemente, haja qualquer fundamento para justificar razoavelmente a deplorável situação, que é totalmente dissonante das qualidades atribuíveis ao herói, que certamente jamais estaria plenamente cercado de extremos empecilhos de natureza completamente intransponível.

Como se compreender a existência de herói em político que não teve capacidade para competir com candidato desonesto e insignificante, à vista do passado bem nebuloso dele, conforme revelavam os fatos curriculares históricos?

O certo é que ele foi derrotado impiedosamente nas urnas e depois afastado do poder, em razão de enorme rejeição por parte de brasileiros, fato este que também não se compatibiliza com o honroso título de herói nacional.

Em princípio, o sentido de verdadeiro herói somente se harmoniza com alguém que tenha realizado excelente governo e que o seu legado seja notável,  realmente de enorme significado para a humanidade, que seja algo visível e reconhecido, não havendo nada nesse sentido no político a quem se tenta cognominá-lo de herói, diante da ausência de causa plausível.

A verdade é que o herói, assim considerado, deve ser compreendido aquele que tem legado proativo, em benefício da população, algo que existe ao contrário, quando ele foi incapaz de se evitar a retomada do poder pelos piores políticos brasileiros, à vista da precária situação político-administrativa do Brasil, que poderia ser bem diferente se realmente esse político tivesse alguma qualidade capaz de se evitar a derrocada da sua vida pública, que é precisamente inexistente nele, na atualidade, conforme mostram os fatos.

Diante dos fatos indiscutíveis e devassadores da história brasileira, ao que tudo indica, à vista da mensagem em tela, não há demonstração do mínimo interesse e muito menos preocupação com os gigantescos efeitos deformadores da consciência nacional, quanto às inconsequentes e terríveis intolerâncias, agressões e interferências nas atribuições de outros poderes da República.

Esses fatos, queira ou não, certamente foram a principal causa da reação violenta e desproporcional contra quem se achava o absoluto dona da razão, evidentemente sem pensar na resposta às suas insólitas agressões, por meio de medidas duras e expressivas com tamanhas repercussão, abrangência e destruição política para quem ainda, sem a menor explicação plausível nem justificativa razoável, se cogita figurar no cenário político como se herói fosse de causa meritória alguma.

 O seu atual posição polit6ica, qual seja, nenhuma, mostra muito bem a sua atual história de insignificância política, mesmo que ela tenha sido escrita por caminhos e vias injustos, persecutórios e contestáveis, mas isso também é forma absoluta de se mostrar a inexistência de nenhum heroísmo, quando ele próprio nem sobrevive mais, em termos políticos.

Enfim, para o bem do Brasil e dos brasileiros, convém que o povo se conscientize de que urge a renovação política como imperiosa forma de mudança da mediocridade política, de modo a se privilegiar a verdadeira capacidade de realização do bem comum dos brasileiros, afastando em definitivo o nefasto fanatismo ideológico.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 22 de março de 2026

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