Em mensagem que circula nas redes sociais, alguém indaga sobre a
concordância com o título de herói nacional para o último ex-presidente do
país, sem mencionar as devidas justificativas para o embasamento dessa
expressiva ideia cívica, em forma de honraria.
Como é fácil explicar os motivos pelos quais o Brasil se encontra
mergulhado nas profundezas do abismo, em termos de subdesenvolvimento político
e administrativo, quando brasileiros têm a insensatez de elevar ao patamar dos
heróis pessoa totalmente inutilizada do mundo político, que se encontra impedida
de praticar atividades públicas, estando inclusive inelegível, por decisão
judicial, mesmo que sejam questionáveis os motivos que levaram a essa situação
deplorável, que faz parte do contexto político.
Sim, tudo isso por razões sem que, aparentemente, haja qualquer
fundamento para justificar razoavelmente a deplorável situação, que é
totalmente dissonante das qualidades atribuíveis ao herói, que certamente
jamais estaria plenamente cercado de extremos empecilhos de natureza
completamente intransponível.
Como se compreender a existência de herói em político que não teve
capacidade para competir com candidato desonesto e insignificante, à vista do
passado bem nebuloso dele, conforme revelavam os fatos curriculares históricos?
O certo é que ele foi derrotado impiedosamente nas urnas e depois
afastado do poder, em razão de enorme rejeição por parte de brasileiros, fato
este que também não se compatibiliza com o honroso título de herói nacional.
Em princípio, o sentido de verdadeiro herói somente se harmoniza com alguém
que tenha realizado excelente governo e que o seu legado seja notável, realmente de enorme significado para a
humanidade, que seja algo visível e reconhecido, não havendo nada nesse sentido
no político a quem se tenta cognominá-lo de herói, diante da ausência de causa
plausível.
A verdade é que o herói, assim considerado, deve ser compreendido aquele
que tem legado proativo, em benefício da população, algo que existe ao
contrário, quando ele foi incapaz de se evitar a retomada do poder pelos piores
políticos brasileiros, à vista da precária situação político-administrativa do
Brasil, que poderia ser bem diferente se realmente esse político tivesse alguma
qualidade capaz de se evitar a derrocada da sua vida pública, que é
precisamente inexistente nele, na atualidade, conforme mostram os fatos.
Diante dos fatos indiscutíveis e devassadores da história brasileira, ao
que tudo indica, à vista da mensagem em tela, não há demonstração do mínimo
interesse e muito menos preocupação com os gigantescos efeitos deformadores da
consciência nacional, quanto às inconsequentes e terríveis intolerâncias,
agressões e interferências nas atribuições de outros poderes da República.
Esses fatos, queira ou não, certamente foram a principal causa da reação
violenta e desproporcional contra quem se achava o absoluto dona da razão,
evidentemente sem pensar na resposta às suas insólitas agressões, por meio de
medidas duras e expressivas com tamanhas repercussão, abrangência e destruição
política para quem ainda, sem a menor explicação plausível nem justificativa
razoável, se cogita figurar no cenário político como se herói fosse de causa
meritória alguma.
O seu atual posição polit6ica,
qual seja, nenhuma, mostra muito bem a sua atual história de insignificância
política, mesmo que ela tenha sido escrita por caminhos e vias injustos,
persecutórios e contestáveis, mas isso também é forma absoluta de se mostrar a
inexistência de nenhum heroísmo, quando ele próprio nem sobrevive mais, em
termos políticos.
Enfim, para o bem do Brasil e dos brasileiros, convém que o povo se
conscientize de que urge a renovação política como imperiosa forma de mudança
da mediocridade política, de modo a se privilegiar a verdadeira capacidade de
realização do bem comum dos brasileiros, afastando em definitivo o nefasto
fanatismo ideológico.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 22 de março de 2026
Nenhum comentário:
Postar um comentário