O senador e candidato ao Palácio do Planalto fez alerta ao órgão eleitoral sobre possível ameaças violentas contra a sua vida.
Segundo o candidato, em apenas dez dias, foram identificados 2.463
materiais classificados como risco direto ao candidato, incluindo ameaças
explicitas à sua integridade física.
Enquanto setores da esquerda insistiam em rotular a direita de violenta
e antidemocrática, os números expõem uma realidade oposta: são os próprios
opositores que, por meio de discursos e ameaças, colocam candidatos de direita,
e especialmente o senador, na mira de extremistas, exigindo medidas eficientes
de garantia da segurança ao candidato e a normalidade democrática do processo
eleitoral.
O principal candidato da oposição brasileira se queixa de ter sido
ameaçado 2.463 vezes, em apenas dez dias, por parte da esquerda, fato este que
revela claramente o extremado antagonismo construído entre políticos que
lideram o eleitorado brasileiro.
Ou seja, as ameaças certamente não são graciosas, porque elas refletem o
degradante clima de animosidade arquitetado e construído por ambas as partes,
em clara demonstração de pura selvageria, em forma de tratamento dissonante dos
princípios de civilidade.
Diante da maneira ambientada pelas facções políticas de disposição para
a mútua destruição, por meio de atuações agressivas e desumanas, não se poderia
imaginar qualquer normalidade de respeito e compreensão entre elas, porque as
ameaças nada mais são do que o resultado da convivência nada compatível com a
falta de habilidade entre pessoas civilizadas.
A verdade, nua e crua, é que se vive, na atualidade e necessariamente,
na adaptação do ambiente que foi desejado pela nefasta e impensada polarização
que se consolidou entre as principais correntes políticas brasileiras, por
desejarem a destruição uma da outra, não importando as consequências de suas
ações antagônicas e agressivas, mas que poderiam atingir insuportável nível
como o que se experimenta na atualidade, como parece que já é o caso, em que o
ódio transparece facilmente, por meio de milhares de ameaças de toda ordem.
Contrariamente a essa onda de prenúncio de maldade contra a vida de
político, poderia ser normalmente se as atividades políticas brasileiras se
encaminhassem pela via do entendimento, da compreensão e da concórdia, em que
fossem respeitados os salutares princípios republicanos e democráticos, como
normalmente fazem os povos evoluídos e inteligentes, em termos verdadeiramente
políticos, em que os usam com a exclusiva finalidade de instrumento capaz de
satisfazer aos interesses da sociedade.
O certo é que pouco importa se reclamar do ambiente nada confortável
para as atividades políticas, porque ele foi devidamente preparado pela
soberana vontade das mentes involuídas e incivilizadas, que tiveram o cuidado
de construí-lo exatamente tal e qual como ele agora se apresenta, completamente
impróprio para a tranquila atividade política.
Enfim, apelam-se por que essa deplorável lição de incivilidade sirva de
melhor exemplo sobre a conscientização de que as salutares atividades políticas
dependem essencialmente do respeito aos sagrados princípios de civilidade,
entre os quais estão a diplomacia e a democracia.
Acorda, Brasil!