Conforme notícia que circula na internet, um político de importante
partido da esquerda faz campanha para deputado federal de dentro da prisão, por
ter sido condenado pela prática de crime contra a sociedade.
Em princípio, acredita-se que se trata de notícia sem a menor
consistência, que se destina ao mundo do sensacionalismo, porque isso é
inadmissível no mundo real.
O registro de candidatura exige, no mínimo, que o titular possa
satisfazer os requisitos necessários de dignidade e honradez como representante
político do povo.
Caso contrário, se essa notícia se confirme, isso permite se inferir a
caracterização deliberada da esculhambação na política, em que o partido que
concordou com esse ato espúrio torna-se cúmplice com essa monstruosidade,
quando pessoa apenada pela Justiça, com condenação à prisão, fica impedida de
participar de atividades de qualquer natureza, principalmente política, eis que
ela está privada da liberdade, não podendo assumir o cargo para o qual ela foi
eleita.
Acontece que o registro, se isso fosse realmente possível de candidato
desprezível, por ter sido condenado por crime contra a própria sociedade,
caracterizaria absoluto desprezo e desrespeito não somente ao eleitor, mas
especialmente ao voto, porque ele é sagrado e não merece ser endereçado a
pessoa criminosa, sem a menor qualificação, em termos de moralidade e decência,
pelo fato de o candidato se encontrar recluso, por ter ofendido criminalmente a
sociedade.
De outra feita, até que se esse cidadão, caso tenha a candidatura aceita
e sendo eleito, certamente que ele estaria confortavelmente na Câmara Baixa
brasileira, onde ultimamente reúne plêiade de políticos da pior espécie e esse
aí estaria no mesmo nível de seus pares.
Na verdade, essa e outras indignidades na política e na vida pública só
vão acabar quando os brasileiros criarem vergonha e dignidade e ainda
valorizarem o seu voto, somente votando em homens públicos dignos e honrados,
de modo que possa haver verdadeira limpeza na atual classe política, tão
desmoralizada.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 19 de agosto de 2026
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