terça-feira, 29 de setembro de 2026

Deformidade social!

 

Em discurso no Nordeste brasileiro, o presidente do país falou sobre as dificuldades históricas enfrentadas pela população da região e questionou por que ela ainda enfrenta problemas sociais?

Ele afirmou que passou a vida aprendendo que Deus tinha uma preferência pelo povo pobre e perguntou: “O que é que o Nordeste fez para Deus?”.

Como não poderia ser diferente, essa infeliz declaração repercutiu imediatamente nas redes sociais e passou a ser utilizada por críticos do presidente e do seu governo, como forma de questionamento sobre a situação econômica e social do Nordeste, após anos de governos dele e do seu partido.

O episódio também suscitou debate sobre os problemas históricos da região e, em especial, a responsabilidade dos políticos e dos governos na predominância da pobreza e das desigualdades sociais.

Na verdade, é preciso que se diga, com absoluta convicção, que o Nordeste não fez absolutamente nada contra Deus nem contra ninguém, para que a pobreza, infelizmente, predomine perenemente na região.

Também é pura verdade que Deus não somente tenha preferência pelos pobres, mas sim por todas as criaturas, porque todo mundo que é filho Dele e merece indistintamente todos os cuidados na orbita no âmbito da crença espiritual.

A verdade é que as mentalidades políticas incapazes, incompetentes e insensatas precisam se conscientizar de que a prevalência da pobreza sobre os nordestinos decorre exclusivamente da completa falta de priorização de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento regional, especialmente no que diz respeito especificamente por meio de medidas objetivando a aplicação de grandes investimentos, públicos e privados, em valores substanciais nas regiões mais carentes.

Ou seja, são necessárias urgentes medidas incentivadoras de incentivos à instalação de fábricas e indústrias, em condições essenciais ao desenvolvimento regional e do povo, com vistas especificamente à criação de empregos.

Isso de se atribuir culpa ao Ser supremo da espiritualidade pelo notório fracasso dos políticos insensíveis, incompetentes, omissos e irresponsáveis, que somente se preocupam com a potencialização da miséria e da pobreza, para se beneficiar dos seus votos, refletem exatamente a mentalidade medíocre de quem prefere que essa tragédia perdure ad eternum, porque isso satisfaz plenamente aos seus projetos políticos.

Ademais, é de muito bom tom nunca se colocar a figura de Deus em assunto que não tenha qualquer conexão com os fatos propriamente, porque isso caracteriza forma condenável de heresia, quando se sabe que o Ser supremo do universo somente trata de assuntos relacionados com o amor e o bem da sua criatura, conquanto isso de perpetuação da miséria e da pobreza das pessoas condiz estritamente com os homens públicos mesquinhos e fracos nas suas ações políticas, conforme mostram os fatos concretos. 

À toda evidência, no caso comentado, a culpa é totalmente dos políticos inescrupulosos, irresponsáveis e incompetentes, que têm plena consciência sobre a situação catastrófica predominante no Nordeste, mas insistem em nada fazer para solucionar essa tragédia sertaneja, preferindo erroneamente culpar quem não tem nada com a incumbência de resolver essa gravíssima crise social.

É preciso que os homens públicos sejam íntegros, sinceros, honestos e responsáveis, tendo a necessária ombridade para reconhecer e assumir as suas omissões e os seus desvios de conduta, na vida pública, sem precisar acusar ninguém desmerecidamente.

Apelam-se por que os nordestinos se conscientizem sobre a importância de se dignificarem, como forma de valorização pessoal, por meio do apoio, com o seu voto, em candidato à Presidência da República que se comprometa a priorizar o desenvolvimento do Nordeste, mediante o incentivo e a liberação de maciços investimentos em obras públicas e privadas, de modo que as medidas pertinentes possam contribuir para o incremento de empregos para os nordestinos.

Acordem, nordestinos!

Brasília, em 22 de agosto de 2026

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