Em discurso no Nordeste brasileiro, o presidente do país falou sobre as
dificuldades históricas enfrentadas pela população da região e questionou por
que ela ainda enfrenta problemas sociais?
Ele afirmou que passou a vida aprendendo que Deus tinha uma preferência
pelo povo pobre e perguntou: “O que é que o Nordeste fez para Deus?”.
Como não poderia ser diferente, essa infeliz declaração repercutiu
imediatamente nas redes sociais e passou a ser utilizada por críticos do
presidente e do seu governo, como forma de questionamento sobre a situação
econômica e social do Nordeste, após anos de governos dele e do seu partido.
O episódio também suscitou debate sobre os problemas históricos da
região e, em especial, a responsabilidade dos políticos e dos governos na
predominância da pobreza e das desigualdades sociais.
Na verdade, é preciso que se diga, com absoluta convicção, que o
Nordeste não fez absolutamente nada contra Deus nem contra ninguém, para que a
pobreza, infelizmente, predomine perenemente na região.
Também é pura verdade que Deus não somente tenha preferência pelos
pobres, mas sim por todas as criaturas, porque todo mundo que é filho Dele e
merece indistintamente todos os cuidados na orbita no âmbito da crença
espiritual.
A verdade é que as mentalidades políticas incapazes, incompetentes e
insensatas precisam se conscientizar de que a prevalência da pobreza sobre os
nordestinos decorre exclusivamente da completa falta de priorização de
políticas públicas voltadas para o desenvolvimento regional, especialmente no
que diz respeito especificamente por meio de medidas objetivando a aplicação de
grandes investimentos, públicos e privados, em valores substanciais nas regiões
mais carentes.
Ou seja, são necessárias urgentes medidas incentivadoras de incentivos à
instalação de fábricas e indústrias, em condições essenciais ao desenvolvimento
regional e do povo, com vistas especificamente à criação de empregos.
Isso de se atribuir culpa ao Ser supremo da espiritualidade pelo notório
fracasso dos políticos insensíveis, incompetentes, omissos e irresponsáveis,
que somente se preocupam com a potencialização da miséria e da pobreza, para se
beneficiar dos seus votos, refletem exatamente a mentalidade medíocre de quem
prefere que essa tragédia perdure ad eternum, porque isso satisfaz
plenamente aos seus projetos políticos.
Ademais, é de muito bom tom nunca se colocar a figura de Deus em assunto
que não tenha qualquer conexão com os fatos propriamente, porque isso
caracteriza forma condenável de heresia, quando se sabe que o Ser supremo do
universo somente trata de assuntos relacionados com o amor e o bem da sua
criatura, conquanto isso de perpetuação da miséria e da pobreza das pessoas
condiz estritamente com os homens públicos mesquinhos e fracos nas suas ações
políticas, conforme mostram os fatos concretos.
À toda evidência, no caso comentado, a culpa é totalmente dos políticos
inescrupulosos, irresponsáveis e incompetentes, que têm plena consciência sobre
a situação catastrófica predominante no Nordeste, mas insistem em nada fazer
para solucionar essa tragédia sertaneja, preferindo erroneamente culpar quem
não tem nada com a incumbência de resolver essa gravíssima crise social.
É preciso que os homens públicos sejam íntegros, sinceros, honestos e
responsáveis, tendo a necessária ombridade para reconhecer e assumir as suas
omissões e os seus desvios de conduta, na vida pública, sem precisar acusar
ninguém desmerecidamente.
Apelam-se por que os nordestinos se conscientizem sobre a importância de
se dignificarem, como forma de valorização pessoal, por meio do apoio, com o
seu voto, em candidato à Presidência da República que se comprometa a priorizar
o desenvolvimento do Nordeste, mediante o incentivo e a liberação de maciços
investimentos em obras públicas e privadas, de modo que as medidas pertinentes
possam contribuir para o incremento de empregos para os nordestinos.
Acordem, nordestinos!
Brasília, em 22 de agosto de 2026
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