Em texto postada na internet, a mensagem descreve que “(o candidato
filho do último ex-presidente do país) diz que vai usar a imagem de (do
pai dele) até o limite que a lei permitir.”.
Acredita-se que o uso da imagem do último ex-presidente do país seja
legítimo direito do filho, em idolatrá-lo, como prova de admiração e amor
paternos.
Agora, isso não condiz, nem de longe, com o candidato ao principal cargo
do país, porque trata-se de assunto incompatível com as funções pertinentes ao
cargo pretendido por ele.
Na verdade, o candidato a cargo público eletivo precisa ter
personalidade própria, tal qual precisa ser peculiar o seu programa de governo,
o que vale dizer sem precisar usar artifício político algum, nem mesmo a ajuda
da imagem do pai, porque o político precisa ser autêntico e ter ideias
próprias.
Essa ideia de se fazer uso da imagem do pai deixa bem à mostra a nítida
falta de personalidade e de competência do candidato, que não pode se valer de
recursos estranhos ao seu domínio como paradigma político.
Aliás, a prova de competência precisa ser evidenciada exatamente por
meio de predicativos próprios, porque, do contrário, isso escancara importante
despreparo por parte do candidato, que não tem o menor pudor em usar a imagem
de alguém para servir de amuleto na sua campanha eleitoral, como forma de
servir como elemento adjuvante na conquista de votos, quando isso se faz apenas
por mérito próprio.
Já é tempo de o candidato do pai ter personalidade própria e mostrar que
é capaz de promover a própria campanha eleitoral, sem necessidade de usar senão
os recursos de iniciativa que tenha ligação entre si e o cargo que ele sozinho
precisa demonstrar que é capaz de desempenhar por conta própria, sem
necessidade do auxílio de ninguém, nem mesmo do seu pai.
O Brasil precisa urgentemente ser presidido por quem tenha ideias e
capacidade próprias, para o enfrentamento das gravíssimas dificuldades
predominantes no país.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 20 de agosto de 2026
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