sexta-feira, 30 de outubro de 2026

A comemoração!

 

Um jogador do futebol italiano respondeu à indagação por que ele não comemorava o gol que fazia, dizendo que se tratava apenas do seu trabalho de profissional do futebol, sem necessidade de comemorar.

Acredita-se que o principal objetivo da disputa no futebol é a vitória e isso parece justificar que ela deva ser precisamente que se eleja como razão para se efetivamente comemorar, evidentemente depois de declarado o fim do jogo, em estrita observância ao salutar princípio inerente ao respeito ao adversário, vale dizer de forma discreta e elegante, à vista dos saudáveis princípios de civilidade.

Isso de se comemorar cada gol que se faz traduz em absoluto ultraje à dignidade do adversário, como expressa e notória forma de humilhação, sem a menor necessidade de tanta euforia, quando o jogo nem terminou?

À toda evidência, as espalhafatosas comemorações de gols contrariam radicalmente os comezinhos princípios de civilidade, tanto pelo espírito de visível menosprezo ao adversário, que realmente existe nas indevidas comemorações, como na verdadeira falta de motivação, pois o jogo vai continuar e isso é apenas o que interessa na disputa.

Quem não se lembram das ridículas dancinhas organizadas pelos jogadores da Seleção Brasileira de Futebol, que humilhavam com essa palhaçada seus adversários, sempre quando se fazia gol.

Felizmente que ela foi abolida, mas ainda precisa acabar, urgentemente, para o bem e a civilidade da disputa futebolística, toda forma de comemoração de gol, porque as comemorações de gol são absolutamente abomináveis e dispensáveis, à vista da principal finalidade que tem o jogo, que é a vitória, que pode e deve ser comemorada normalmente e sem exagero, no fim do jogo.

Propõem-se que as autoridades relacionadas com as atividades do futebol brasileiro se encarreguem de disciplinar regras saudáveis para a prática do jogo de futebol, determinado a proibição de qualquer forma ou gesto em comemoração por ocasião do gol, sob pena de advertência com cartão, permitida moderada e respeitosa comemoração apenas no caso de vitória do time, depois do término da partida.

Brasília, em 8 de setembro de 2026

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