Em se tratando de eleição no Nordeste, salta aos
olhos do sertanejo, em primeiro plano, quais as reais políticas voltadas para
os seus interesses, em termos dos acréscimos das melhorias que já estão
asseguradas para aquela população, tão carente de assistências do Estado.
Não é novidade para ninguém que os resultados das
urnas refletem exatamente o apoio dos nordestinos aos candidatos que demonstram
efetividade política na defesa de seus interesses e eles sempre têm sido
socorridos por meio dos programas permanentes de assistência do Estado e isso é
da maior importância social.
Diante desse quadro de permanente necessidade dos
cuidados e da assistência do Estado, o programa Bolsa Família tem sido da maior
expressão para aquela região, fazendo com que os nordestinos tenham sido
eternos fiéis eleitores do candidato oficial, como forma de manter a certeza
que o Nordeste nunca deixará de ser assistido com essa importante assistência
social.
O exemplo palpável dessa certeza, na atual
campanha, é a preferência indiscutível ao candidato que representa o partido
que privilegiou a distribuição de renda sob a forma peculiar do Bolsa Família e
outros auxílios oficiais, ficando bastante patenteada a poderosa influência
desse programa assistencialista na preferência dos eleitores pelo principal
candidato da esquerda.
Não há a menor dúvida de que se trata de programa
de suma relevância para a população bastante carente do Nordeste, que,
inexplicavelmente, vincula o pagamento do benefício à figura do presidente da
República ou mais especificamente até mesmo ao próprio do atual governo,
partido que elegeu esse programa como a sua menina dos olhos, principalmente
porque ele foi transformado em espécie de curral eleitoral, a ponto de o seu
líder maior ser considerado o pai dos pobres, embora só há o envolvimento de
recursos públicos aplicados normalmente em programa governamental, sem qualquer
vinculação partidária.
Não há como convencer os nordestinos de que o Bolsa
Família é tão somente uma forma de distribuição de renda que integra,
necessariamente, senão as políticas de Estado que qualquer governo, não
importando a sua ideologia ou partido, tem o dever constitucional de mantê-las
em plena execução, como forma de assistência de incumbência às famílias
carentes de recursos, não tendo qualquer vinculação partidária.
Diante disso, apesar de parecer muito clara a
situação desse programa, é quase impossível se promover campanha de
esclarecimentos junto aos bolsistas, no sentido de ser mostrados a eles a
realidade de que a mudança de governo não altera, absolutamente em nada, a
forma de execução do programa em causa, porque é interesse do governo que sejam
cumpridos os ditames constitucionais sobre a sua competência institucional de
prestar assistência financeira às famílias carentes.
É evidente que os demais candidatos precisam
repisar, de forma enfática, a importância desse programa para a população
cadastrada e da existência dele como forma de valorização social, fatos que
ensejam a sua continuidade, o qual terá especial atenção na sua gestão, entre
as prioridades das metas de governo, ante o notório reconhecimento das
dificuldades de emprego e de renda existentes na região nordestina.
Não obstante, à vista da consolidação do
entendimento dos nordestinos sobre o Bolsa Família, com forte vinculação ao
partido do governo, como se o dinheiro para o pagamento do benefício também
tivesse origem desse partido, convém que outro candidato seja mais ousado, em
esforços e originalidade, comprometendo-se com a criação de projeto de impacto
para a região nordestina, como forma de neutralizar a força eleitoral do
aludido programa e o seu peso nas urnas, em prol do candidato governista.
Essa iniciativa certamente faria com que o eixo dos
interesses pelo Bolsa Família, já tornado consistente entre os beneficiários,
fosse imediatamente desviado para o novo projeto, por se tratar de algo de suma
importância social e econômica para o desenvolvimento do Nordeste e do país.
A ideia em causa pode ser considerada viável, tanto
econômica como constitucionalmente, que tem como finalidade o desenvolvimento
de regiões carentes que precisam sair urgentemente do atraso e se inserir nas
atividades produtivas do país, com a criação de fundo de recursos especiais
destinados ao financiamento de verdadeira revolução com vistas ao urgente
desenvolvimento do Nordeste.
Esse projeto é factível de execução e chama-se
“Polo de Desenvolvimento do Nordeste”, que tem como formato exatamente o modelo
do projeto em funcionamento na Zona Franca de Manaus e como foco de
funcionamento estratégico as localidades do interior do alto sertão dos estados
nordestinos, em regiões altamente carentes de investimentos e de
desenvolvimento.
Cite-se, a título de exemplo a cidade Uiraúna, no
interior da Paraíba, de pouco mais 15 mil habitantes, que pode e merece receber
fábrica de bicicletas ou de outro produto, cujo projeto teria o condão de
contribuir para a criação de empregos para muitas cidades circunvizinhas, além
de se tornar polo de desenvolvimento da região.
Com absoluta certeza, o projeto se encaixaria como
uma luva no curso da campanha eleitoral, por propiciar impressão ou sensação
muito forte em embate eleitoral, especialmente por atrair a atenção para algo
diferente e especial que não tem sido objeto de discussão por outro candidato,
ou seja, trata-se de projeto de impacto que certamente terá excelente
receptividade pelos nordestinos, que vão perceber o interesse do governo em
investir no desenvolvimento, aos invés dos programas assistencialistas, como é
feito na atualidade.
Não há a menor dúvida de que se trata de projeto de
efetivo impacto e objetiva desviar o foco do ridículo e improdutivo debate que
vem sendo travado, entre candidatos, sobre escândalos, irregularidades e
corrupções típicos das colunas policiais, por envolverem a dilapidação do
patrimônio público, dada a constância dos escândalos que possibilitaram a sua
banalização na administração pública.
Em síntese o projeto revolucionário desta eleição
chama-se “Polo de Desenvolvimento do Nordeste”, que certamente irá despertar a
atenção do mundo econômico, porque a sua maior atração é a inovação, porquanto
não seria possível o desenvolvimento das regiões pobres do Nordeste se não
houver um programa com tamanha repercussão como esse, porque ele vai cuidar de
legar o progresso para localidades simplesmente abandonadas e esquecidas na
lonjura dos grandes centros econômicos, onde funcionam normalmente as indústrias
e os polos industriais, que abundam os fáceis ciclos de desenvolvimento do
país.
A ideia é exatamente conceder incentivos fiscais
para a implantação de indústrias onde a mão de obra é abundante, precisando
somente do capital e da especialização, para que os investimentos da iniciativa
privada possam contribuir para transformar localidades paupérrimas e polos de
industrialização e exportação de produtos de qualidade, sob as condições de
incentivo fiscal nos moldes do que já existe em Manaus, em que o governo possa
definir as localidades a serem beneficiadas com as indústrias.
Por certo, o projeto, por sua relevância
estratégica política e socioeconômica, tem por objetivo contribuir para o
desenvolvimento de algumas regiões onde, atualmente, inexistem empregos e
oportunidades de trabalho para a população em condição e capacidade de
produção.
Importa se vislumbrar a real possibilidade do
incremento de investimentos em localidades totalmente esquecidas e abandonadas
pelo governo federal, as quais, com a implantação do projeto de impacto,
passarão a contribuir para o desenvolvimento não somente das regiões-sede, mas
também do país, com o incremento da produção, do turismo e do
microempreendedorismo, uma vez que este terá o poder de se alastrar pelas
proximidades do polo de produção, entre tantos e abrangentes benefícios que hão
de resultar dessa importante iniciativa, que terá o condão de transformação
social e econômica.
À toda evidência, nem precisa dizer que, em termos
de dignificação dos titulares das bolsas recebidas do governo, essa iniciativa
terá o condão de diminuir significativamente os gastos com o programa Bolsa
Família, porque parcela significativa vai preferir sustentar sua família tendo
a certeza do salário proveniente do seu emprego, que é muito mais digno e
honrado, principalmente pela certeza de estar contribuindo para o
desenvolvimento do país.
Por último, o governante que tiver a iniciativa
corajosa e digna de tentar mudar esse triste e decepcionante estado de penúria
que representa a distribuição de renda por meio do Bolsa Família, que nada mais
é do que o reconhecimento da indigência natural se isso não acontecesse, será
naturalmente saldado e glorificado como o homem público que vislumbrou algo em
real benefício do nordestino, porque o Polo de Desenvolvimento do Nordeste é
programa perfeitamente viável, em termos de projeto político, porque só depende
da vontade do governante de conceder incentivo aos empresários que precisam
investir em regiões carentes.
À
vista do exposto, não há dúvida de que o projeto aqui imaginado possibilitará,
por suas fundamentações acima expostas, importante injeção de motivação para se
atrair a atenção dos nordestinos para o homem pública com a coragem dos grandes
estadistas, que resolvem enfrentar tamanha responsabilidade no seu governo, que
é o desenvolvimento de região extremamente relegada pelo Estado ao ostracismo,
justamente pela falta dessa relevância que seria dada com a iniciativa
projetada neste trabalho, ficando patenteado o seu real interesse pelas
localidades mais pobres do país, em clara demonstração de vontade política
pessoal, que pode contribuir para a efetiva melhoria das condições de vida do
sofrido povo nordestino, por meio de iniciativa que irá envolvê-lo em projeto
de desenvolvimento das localidades totalmente improdutivas e somente lembradas
até aqui, de forma melancólica, por ocasião das eleições, ou seja, apenas em
busca do seu voto.
Brasília, em 14 de setembro de 2026
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