O ex-governador de Minas Gerais convocou os brasileiros para
manifestação em Brasília, destinada a protestar contra juízes da maior corte do
país, envolvidos no escândalo protagonizado contra o sistema financeiro
brasileiro.
Como justificativa, ele disse que “Precisamos da sua presença para
pressionar esse dia que pode marcar a vitória dos brasileiros contra os
intocáveis”.
Nas redes sociais, apoiadores elogiaram a aludida iniciativa e
defenderam grande mobilização popular em Brasília, nestes termos “Mandou
muito bem! O Brasil inteiro deveria estar lá, mostrando sua força e fazendo sua
voz ser ouvida”.
Custa a acreditar na insensatez de político que se encoraja a estimular
e incitar a mobilização de brasileiros para meros e infrutíferos protestos
contra a crônica e monumental crise institucional, no caso, mais
especificamente a que predomina fortemente no seio da corte maior do país.
Somente mentalidade insensata e desconectada com a realidade é capaz de
enxergar alguma utilidade nessa inútil forma de mobilização, justamente porque
o seu resultado sempre foi o mais pífio possível, pois dezenas delas já
ocorreram contra todas as tragédias predominantes no país e nada delas tive alguma
ressonância por parte de quem se protesta.
Isso precisamente porque há verdadeira inexistência de conteúdo com
medida concreta e objetiva sobre o alvo do protesto, visto que a existência de
protestos tem o condão de patentear, em forma de anúncio para o mundo, a
eficácia das maldades predominantes e que elas realmente têm o sentido de
apenas denunciar doloroso incômodo, conquanto, por mais que se estrebuchem,
elas vão continuar como tal e qual foram adotadas.
O certo é que não é por meio de meros gritos ao vento que se consegue
mudar absolutamente nada, mas sim com medidas objetivas e claras.
Há de se ressaltar, a propósito, a possibilidade de infiltração de
corpos estranhos ao movimento que têm a finalidade de causar badernas,
provocações e estragos ao patrimônio público, ficando o ônus da desordem para a
parte organizadora do movimento.
É preciso ficar muito claro que se apresenta contrária à finalidade
pretendida do protesto, diante da inexistência de qualquer conteúdo de medida
prática, em forma concreta de determinação impositiva advinda do povo, no
sentido explícito de deixar claro que se faça isso ou aquilo, sob pena de o
próprio povo o fazer imediatamente, se nada acontecer.
Enfim, apelam-se por que os brasileiros reflitam sobre a importância de
somente proporem a reunião de protestos, nas avenidas públicas, em havendo
realmente pauta definida de medida coercitiva, em que o povo determina a
realização de algo e estabelece prazo para a sua implementação, sob pena de não
o fazendo, o próprio povo adotará imediatamente as medidas cabíveis.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 16 de setembro de 2026
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