sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Sinceridade!

 Um juiz da corte maior do país veio a público para confessar a sua forma de desempenho no cargo, tendo mostrado a maneira como tem se comportado no exercício das suas funções. 

Não há a menor dúvida de que a opinião das pessoas e principalmente da imprensa é muito importante para o homem público.

Não obstante, vejo com muita reserva os esclarecimentos prestados pelo juiz que faz questão de esclarecer o seu propósito como servidor público de alto escalão.

Salvo questão especial e pessoal, seria de melhor tom que ele não fizesse qualquer pronunciamento acerca do que faz ou deixa de fazer, porque isso não faz parte do seu dever funcional, que é tão somente de seguir à risca a liturgia prevista constitucionalmente para as funções institucionais dele.

Ele apenas precisa se justificar quanto à sua atuação quando assim for questionada, o que não é o caso, por enquanto.

Tudo isso que consta do seu pronunciamento é totalmente dispensável, sob a ótica da discrição que se impõe ao magistrado de somente se manifestar nos autos.

Nada do que ele disse se aplica senão à necessidade por parte dele de querer parecer diferente de seus pares, fato este que não esclarece absolutamente nada, em termos funcionais.

É preciso que o juiz se mantenha em absoluta discrição, evidentemente fazendo exatamente o seu dever na forma constitucional, porque nem poderia ser diferente disso, sem necessidade de dizer senão o necessário, na forma prevista para o normal exercício do cargo de magistrado.

Assim, convém que o juiz se preserve, em termos funcionais, apenas se pronunciando em situações especiais, quando assim se tornar necessário, por imposição do ofício.

Acorda, Brasil!

            Brasília, em 5 de setembro de 2026

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