sexta-feira, 30 de outubro de 2026

A passividade!

 Em mensagem atribuída a importante político brasileiro, ele teria dito que, verbis: “O problema não é a corrupção dos políticos, é a passividade do povo.”.

O político que se atreve a afirmar, com a consciência mais tranquila, que o problema é a passividade do povo e não a corrupção é tão irresponsável que o próprio povo.

Como não ser problema a corrupção sistêmica e endêmica dos políticos, por ser chaga da índole dos homens públicos?

A falta de sensatez do político que atribui a culpa pela predominância da corrupção à passividade do povo mostra a extremo mediocridade da avaliação moral e política do seu autor, que é político, por evidenciar erro crasso de responsabilização por ato danoso e prejudicial aos interesses da sociedade.

Que ideia mais absurda essa de se atribuir exclusivamente ao povo a culpa pela existência de políticos criminosos, quando a principal culpa precisa ser atribuída ao homem público que tem a índole maléfica e por isso mesmo precisa assumir a culpa por seus atos irregulares.

O povo tem culpa de natureza concorrente sim, porque é ele que elege os maus políticos, mas nem por isso a culpa pela corrupção não pode ser atribuída à sua passividade, conforme sentenciou o autor desse infeliz pensamento.

É preciso que os homens públicos reflitam sobre as suas ideias, não se atrevendo a fazer afirmações inconsistentes e infundadas como essas constantes da mensagem em comento, que livra de responsabilidade logo os políticos corruptos.

Apelam-se por que os homens públicos se conscientizem sobre a importância de seus pensamentos para a sociedade, visto que eles têm o poder fundamental de orientação aos eleitores.

Acorda, Brasil!

            Brasília, em 3 de setembro de 2026

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