Em mensagem atribuída a importante político brasileiro, ele teria dito que, verbis: “O problema não é a corrupção dos políticos, é a passividade do povo.”.
O político que se atreve a afirmar, com a consciência mais tranquila,
que o problema é a passividade do povo e não a corrupção é tão irresponsável
que o próprio povo.
Como não ser problema a corrupção sistêmica e endêmica dos políticos,
por ser chaga da índole dos homens públicos?
A falta de sensatez do político que atribui a culpa pela predominância
da corrupção à passividade do povo mostra a extremo mediocridade da avaliação
moral e política do seu autor, que é político, por evidenciar erro crasso de
responsabilização por ato danoso e prejudicial aos interesses da sociedade.
Que ideia mais absurda essa de se atribuir exclusivamente ao povo a
culpa pela existência de políticos criminosos, quando a principal culpa precisa
ser atribuída ao homem público que tem a índole maléfica e por isso mesmo
precisa assumir a culpa por seus atos irregulares.
O povo tem culpa de natureza concorrente sim, porque é ele que elege os
maus políticos, mas nem por isso a culpa pela corrupção não pode ser atribuída
à sua passividade, conforme sentenciou o autor desse infeliz pensamento.
É preciso que os homens públicos reflitam sobre as suas ideias, não se
atrevendo a fazer afirmações inconsistentes e infundadas como essas constantes
da mensagem em comento, que livra de responsabilidade logo os políticos
corruptos.
Apelam-se por que os homens públicos se conscientizem sobre a
importância de seus pensamentos para a sociedade, visto que eles têm o poder
fundamental de orientação aos eleitores.
Acorda, Brasil!
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