O tribunal eleitoral do Distrito Federal impugnou a candidatura de
político condenado sete vezes, por atos dolosos de improbidade administrativa,
apontados por investigações da Operação Caixa de Pandora.
Vê-se a pouca importância que se atribuem às atividades políticas, em
que político declarado, por condenação à prisão, em razão das práticas de
irregularidades contra o patrimônio púbico, ainda se acha no direito de
participar de atividade nobre da política.
Caso houvesse o mínimo de coerência na interpretação dos fatos, quem é
condenado por conta de ato contrário aos princípios da honestidade e da
moralidade públicas deveria entender que isso é absolutamente incompatível com
as atividades inerentes à vida pública, porque o seu autor ter deixado de
merecer a confiança e o respeito exigidos na administração pública, à vista do
desvio de conduta moral.
O candidato interessado teve a pachorra de declarar que “Se eu
tivesse matado alguém, já estaria livre”, dando a entender a banalização
que ele assim entende a prática de crimes contra a sociedade.
O mais grave de tudo isso é que o candidato pretende apelar para
instância superior, mostrando inconformismo com a decisão em apreço.
Não obstante, causa maior perplexidade mesmo é se perceber que esse
candidato indigno e desprezível desponta em segundo lugar na corrida ao Palácio
do Buriti, tendo a preferência dos eleitores candangos, mesmo com a sua índole
devassada pelo câncer da corrupção e da ficha suja, conforme mostra o seu
currículo criminal.
A verdade é que, se o eleitor aceita pacificamente político filha suja
na política, não tem, de forma alguma, como se exigir moralidade e dignidade
nas atividades políticas, porque o próprio povo permite a devassidão que
permeia a vida pública.
Infelizmente, essa pouca-vergonha de aceitação de corrupto na vida
pública, por ser absolutamente incompatível com a dignidade que se exige na
administração pública, mostra a falta de caráter e de vergonha de muitos
brasilienses, que apoiam, com o seu voto, político comprovadamente
desmoralizado e indigno.
Acorda, Brasília!
Brasília, em 4 de setembro de 2026
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