Em pronunciamento, o presidente da corte maior do país reconhece a necessidade do fim do inquérito que ficou conhecido como o fim do mundo.
Enfim, parece que o bom senso e a racionalidade passam a ter vez e
importância naquela corte, quando o seu presidente reconhece a importância do
fim do inquérito das fake news.
Isso permite se inferir que se
trata de instrumento jurídico dispensável, sob a visão também dessa autoridade,
à vista de tantas críticas que se fazem acerca dela, pela sociedade.
Não há a menor dúvida de que esse monstruoso processo cognominado do fim
do mundo, já serviu de base para pautar muitas decisões persecutórias e
inconstitucionais, adotadas monocraticamente, que mereceram a convalidação do
restante dos integrantes da corte, inclusive do seu presidente, que nunca se
manifestou em contrário, que era do seu dever, como faz agora, em se tratando
de assunto que não estava propriamente em evidência, como objeto principal.
A verdade é que esse famigerado inquérito já causou bastante dano aos
direitos humanos, quanto ao cerceamento da liberdade de expressão e
manifestação, quando muitas pessoas foram, injustamente, presas e impedidas de
exercerem o direito de plena cidadania.
O certo é que as medidas pertinentes tiveram plena eficácia, certamente
com a aprovação dos demais integrantes da corte, que merecem censura por parte
da sociedade.
Isso vale dizer também que se trata de decisões irrecorríveis, pois os
recursos seriam analisados pelos mesmos juízes, que manteriam o memo
entendimento sobre a matéria.
Sim, essa importante decisão sobre o encerramento do inquérito do fim do
mundo já vem com bastante atraso, diante dos gravíssimos malefícios já causados
à sociedade, por meio dele.
Enfim, louve-se a feliz interpretação do presidente da corte maior do
país, em resolver encerrar o inquérito das fake news, lembrando a essa
autoridade que também é de suma importância o saneamento de outras relevantes
matérias, entre as quais todas aquelas decisões absurdas relacionadas com a
anulação, sem a menor justificativa, das decisões inerentes à Operação
Lava-Jato, permitindo a indevido e injustificável banalização da impunidade dos
corruptos e desonestos.
Acorda, Brasil!
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