Neste livro, resolvi
homenagear, com especial carinho, a memória em forma de lindas lembranças do
sempre encantado açude do Sítio Canadá, que tem associação com importante parte
da minha maravilhosa infância, pois ali vivi as delícias das suas águas.
Sim, essa é forma que
resgato parte da história que guardo com carinho desse recanto paraisídico
terrestre, que é a melhor forma de amor à substancialidade das águas serenas,
límpidas e abundantes sempre presentes nesse inesquecível lugar.
É com muita alegria que agradeço a Deus, pela memorização de importante lembrança desse lugar belíssimo e
fantástico, que permanece em mim, na forma de muitas e eternas saudades,
dizendo que isso me faz muito feliz em ter vivido bons tempos no chamado Sítio
Canadá, com suas belezas mil.
Em coerência com a dedicatória do
livro, a capa tem a fotografia do açude, no seu esplendor das enchentes, em
reafirmação da homenagem e do amor ao meu “mar” natural.
Transcrevo, a seguir, com eterno
carinho, meu sentimento de amor ao saudoso e amado
açude dos meus encantos.
“DEDICATÓRIA
Meu coração se enche de alegria em eu dedicar este livro à
memória do fantástico e inesquecível açude do Sítio Canadá, em Uiraúna,
Paraíba, que foi a fonte de água que tinha uma variedade de utilidades para
mim, desde o abastecimento do lar, para beber e cozinhar, como para a assepsia
pessoal.
Existe o ditado popular que parece verdadeiro e diz que “Uiraúna não tem
mar, mas tem o açude do Canadá”.
É verdade, porque teria pouca importância a existência do mar ali,
quando se tem o açude do Canadá, diante de muitas e maiores serventias para a
população localizada na sua proximidade, por ele abastecer com o seu precioso
líquido ampla região, além de ser verdadeira beleza da natureza de encantos
mil, vistoso por sua maravilhosa extensão de volume de águas, que se confunde
com o próprio mar.
Desde o meu entendimento de gente, eu tive feliz parceria de convivência
com as belezas proporcionadas pelo açude, desde os banhos diários, com o
aproveitamento das saudáveis nadadas e os mergulhos de memorável e famosa
pedra, que ficava em posição estratégica, bem próxima à sua margem.
Todo ano, havia a realização, no açude, de espécie de festival de
pescarias, que eram marcadas por reunir os pescadores da redondeza, que
pescavam enorme quantidade de peixes.
No final do dia, os pescadores faziam as partilhas dos peixes tirados
das águas, na presença do meu querido avó Juvino, que possuía a maior parte das
áreas do açude.
Era bonita a fartura de peixes, em quantidade e tamanho deles, na
prevalência de curimatã, traíra e piau.
Na época do inverno, o meu divertimento era pegar peixes que vinham em
grande quantidade para o açude, sempre pulando em verdadeira correria e aos
cardumes, para alcançarem o local de sobrevivência.
A propósito, eu vivi intensamente cada sangria do açude, quando a emoção
se repetia em todo ano, porque era muito divertido ver o açude cheio.
Como era bom e divertido ficar pulando da base do sangradouro, vendo o
excesso da água se esvair, de tão cheio que ele ficava.
Lembro-me, com saudade, que eu me postava na janela do sobrado, em longo
tempo, para contemplar, do alto, as belezas e a serenidade das águas do açude.
Sim, dou graças a Deus, por ter vivido muito feliz com o usufruto das
múltiplas benesses oferecidas pelo velho e amado açude do Canadá, que tem lugar
eterno no meu coração e as suas lembranças me enchem de saudades.
Enfim, as imagens do admirável açude ainda são muito fortes em mim e me
tocam no íntimo das boas e felizes lembranças que animam o meu viver, que
acredito seja tão maravilhoso por conta de todos os momentos agradáveis vividos
por mim nesse lugar sagrado, que faz parte do meu paraíso terrestre.
Agradeço a bondade divina de me ter colocado em cenário de perfeita
composição, à vista das fantásticas belezas naturais, em que eu certamente tive
a sorte maior de ser inserido nesse mundo mágico como pessoa privilegiada para
aproveitar as bondades celestiais, existentes na Terra.
Sei perfeitamente que todo aquele formidável paraíso realmente existiu,
tendo ficado indelevelmente na minha lembrança, na memória que faço questão de
guardar comigo com muita saudade, porque aquilo sim era algo mui especial e
fantástico.
A alegria e a
felicidade se renovam em mim, neste momento, quando sinto o coração pulsar,
agitado pela felicidade de ter vivido bons e felizes momentos nas delícias das
águas, diante da certeza de que nesse lugar reinava a genialidade divina.
Fico agradavelmente
satisfeito em evidenciar o sentimento guardado em mim sobre as ótimas
lembranças e o amor que permanecem em mim sobre o maravilhoso açude da minha
infância.
Aproveito o ensejo para
agradecer a magnanimidade de Deus de ter me possibilitado usufruir as
agradáveis águas do extraordinário açude do amado Sítio Canadá, de quem venho
acumulando naturais e eternas saudades...!”.
Brasília, em 1º de setembro
de 2026
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