sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Publicação do meu 88º livro!

 

É com muita alegria no coração que concluo mais uma obra literária, à vista da publicação do meu octogésimo oitavo (88º) livro, cuja efeméride tem se tornado motivo de importante estímulo para o acréscimo de saudáveis energias que alimentam minhas fontes criadoras e inspiradoras, considerando que necessito delas para a continuidade das profícuas atividades de escrever textos sobre os múltiplos fatos da vida.

Neste livro, resolvi homenagear, com especial carinho, a memória em forma de lindas lembranças do sempre encantado açude do Sítio Canadá, que tem associação com importante parte da minha maravilhosa infância, pois ali vivi as delícias das suas águas.

Sim, essa é forma que resgato parte da história que guardo com carinho desse recanto paraisídico terrestre, que é a melhor forma de amor à substancialidade das águas serenas, límpidas e abundantes sempre presentes nesse inesquecível lugar.

É com muita alegria que agradeço a Deus, pela memorização de importante lembrança desse lugar belíssimo e fantástico, que permanece em mim, na forma de muitas e eternas saudades, dizendo que isso me faz muito feliz em ter vivido bons tempos no chamado Sítio Canadá, com suas belezas mil.

Em coerência com a dedicatória do livro, a capa tem a fotografia do açude, no seu esplendor das enchentes, em reafirmação da homenagem e do amor ao meu “mar” natural.

Transcrevo, a seguir, com eterno carinho, meu sentimento de amor ao saudoso e amado açude dos meus encantos.

                                            “DEDICATÓRIA

Meu coração se enche de alegria em eu dedicar este livro à memória do fantástico e inesquecível açude do Sítio Canadá, em Uiraúna, Paraíba, que foi a fonte de água que tinha uma variedade de utilidades para mim, desde o abastecimento do lar, para beber e cozinhar, como para a assepsia pessoal.

Existe o ditado popular que parece verdadeiro e diz que “Uiraúna não tem mar, mas tem o açude do Canadá”.

É verdade, porque teria pouca importância a existência do mar ali, quando se tem o açude do Canadá, diante de muitas e maiores serventias para a população localizada na sua proximidade, por ele abastecer com o seu precioso líquido ampla região, além de ser verdadeira beleza da natureza de encantos mil, vistoso por sua maravilhosa extensão de volume de águas, que se confunde com o próprio mar.

Desde o meu entendimento de gente, eu tive feliz parceria de convivência com as belezas proporcionadas pelo açude, desde os banhos diários, com o aproveitamento das saudáveis nadadas e os mergulhos de memorável e famosa pedra, que ficava em posição estratégica, bem próxima à sua margem.

Todo ano, havia a realização, no açude, de espécie de festival de pescarias, que eram marcadas por reunir os pescadores da redondeza, que pescavam enorme quantidade de peixes.

No final do dia, os pescadores faziam as partilhas dos peixes tirados das águas, na presença do meu querido avó Juvino, que possuía a maior parte das áreas do açude.

Era bonita a fartura de peixes, em quantidade e tamanho deles, na prevalência de curimatã, traíra e piau.

Na época do inverno, o meu divertimento era pegar peixes que vinham em grande quantidade para o açude, sempre pulando em verdadeira correria e aos cardumes, para alcançarem o local de sobrevivência.

A propósito, eu vivi intensamente cada sangria do açude, quando a emoção se repetia em todo ano, porque era muito divertido ver o açude cheio.

Como era bom e divertido ficar pulando da base do sangradouro, vendo o excesso da água se esvair, de tão cheio que ele ficava.

Lembro-me, com saudade, que eu me postava na janela do sobrado, em longo tempo, para contemplar, do alto, as belezas e a serenidade das águas do açude.

Sim, dou graças a Deus, por ter vivido muito feliz com o usufruto das múltiplas benesses oferecidas pelo velho e amado açude do Canadá, que tem lugar eterno no meu coração e as suas lembranças me enchem de saudades.

Enfim, as imagens do admirável açude ainda são muito fortes em mim e me tocam no íntimo das boas e felizes lembranças que animam o meu viver, que acredito seja tão maravilhoso por conta de todos os momentos agradáveis vividos por mim nesse lugar sagrado, que faz parte do meu paraíso terrestre.

Agradeço a bondade divina de me ter colocado em cenário de perfeita composição, à vista das fantásticas belezas naturais, em que eu certamente tive a sorte maior de ser inserido nesse mundo mágico como pessoa privilegiada para aproveitar as bondades celestiais, existentes na Terra.

Sei perfeitamente que todo aquele formidável paraíso realmente existiu, tendo ficado indelevelmente na minha lembrança, na memória que faço questão de guardar comigo com muita saudade, porque aquilo sim era algo mui especial e fantástico.

A alegria e a felicidade se renovam em mim, neste momento, quando sinto o coração pulsar, agitado pela felicidade de ter vivido bons e felizes momentos nas delícias das águas, diante da certeza de que nesse lugar reinava a genialidade divina.

Fico agradavelmente satisfeito em evidenciar o sentimento guardado em mim sobre as ótimas lembranças e o amor que permanecem em mim sobre o maravilhoso açude da minha infância.

Aproveito o ensejo para agradecer a magnanimidade de Deus de ter me possibilitado usufruir as agradáveis águas do extraordinário açude do amado Sítio Canadá, de quem venho acumulando naturais e eternas saudades...!”.

Brasília, em 1º de setembro de 2026

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