Um candidato derrotado à Presidência dos Estados Unidos da Amárica se
pronunciou, logo imediatamente à sua derrota, nas urnas, que “Ontem, ele era
meu adversário. A partir de agora ele é o meu presidente.”.
Quando o político se dispõe a entender que aceita o resultado das urnas,
como o fez o candidato derrotado americano, isso significa, em princípio, a
existência do aperfeiçoamento da prática democrática, na forma da aceitação da
vontade popular, evidentemente na compreensão de país evoluído e civilizado, em
termos políticos, porque isso se coaduna perfeitamente com as regras do jogo
democrático, sem qualquer questionamento de qualquer ordem.
É evidente que nos países com histórico político de predominância da
nefasta polarização, o mínimo que se pode esperar, depois da eleição, é a clássica
mensagem nestes termos: "Ontem, ele era meu adversário, a partir de
hoje ele é meu pior adversário político.".
Isso porque, na prática, há o resídio do nefasto antagonismo vicejado
pela desgraçada polarização, que vem se confirmando reacionariamente no país
tupiniquim, que tem sido modelo dos piores exemplos de atividades políticas, em
que a prioridade é sempre a defesa dos objetivos políticos pessoais.
Essa deplorável realidade acontece em detrimento das causas nacionais,
como fazem normalmente, em contrário, os políticos de nações desenvolvidas, em
termos políticos e democráticos.
A importante lição vinda dos Estados Unidos da América mostra que a
política brasileira precisa evoluir muito para o atingimento do nível de
civilidade necessária e desejável.
Infelizmente, com os políticos do nível predominante, no Brasil, há pouquíssima
esperança de mudança de mentalidade para o fim da eliminação do deplorável
instituto da degradante polarização, que somente permite a consolidação do
antagonismo político, com notáveis espetáculos tendentes à insignificância das
práticas políticas.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 26 de fevereiro de 2026
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