sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Apelo ao socorro!

 

Em mensagem publicada no Facebook, o último ex-presidente do país faz apelo para que ele não seja abandonado pelos brasileiros.

Infelizmente, o apelo melancólico de "Não me abandone, Brasil", feito pelo último ex-presidente do país, por meio de mensagem segurada por ele, já vem com bastante atraso e seguramente não surtirá o efeito cogitado por ele.

A toda evidência, os fatos mostram que ele foi eternamente abandonado por quem o aplaudia como se fosse verdadeiro herói nacional, por apenas haver vozes , aqui e acolá, apelando inutilmente por liberdade, que não chega a ser ouvido pelo sistema responsável pelas decisões sancionarias contra a pessoa dele.

A triste imagem do político não poderia ter sido a pior possível para mostrar a dureza da realidade prisional, como uma cama fria de aço, sem roupas, ao lado de pia e vazo sanitário, em recinto reduzidíssimo, para quem viveu em palácio suntuoso, com as pompas da relevância do cargo presidencial.

Também representa a rigidez do abandono a roupa alaranjada do presídio, vestida por ele, que mostra a situação verdadeiramente de quem se encontra totalmente isolado, sozinho na mais deplorável das amarguras da vida para quem já foi o principal político do Brasil, em passado recente.

Não que ele tenha sido impiedoso e malvado criminoso, senão por não ter sabido controlar os seus impulsos de agressão, quando a liturgia do cargo presidencial aconselhava o caminho da sabedoria, da temperança e do respeito à dignidade inerente à função presidencial de não interferência na competência institucional de outros poderes da República.

A verdade é que o abandono do povo ao ex-presidente do país se encontra mais que configurado e isso ficou bastante caracterizado com a sua figura em apelo em sentido contrário, que não passa de perda de tempo, porque aqui fora do presidio ninguém mostra a mínima preocupação em defendê-lo.

Ante à lastimável situação em que se encontra o ex-presidente do país, visivelmente abandonado e ainda sem a menor perspectiva de reversão da sua condição de presidiário, resta a sabedoria humana para a reflexão, principalmente com a avaliação do que foi feito indevidamente à estrita competência presidencial, que poderia ter sido evitado, evidentemente se ainda restar tempo para a sua volta às atividades políticas, mesmo que seja junto às mesmas pessoas que lhe negaram o apoio necessário à sua liberdade.

Brasília, em 25 de fevereiro de 2026

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