Neste livro, resolvi
homenagear, com especial carinho, a memória em forma de lindas lembranças do
belíssimo pomar que existia no Sítio Canadá, que representa grande parte da
minha maravilhosa infância, pois ali vivi os melhores momentos de vida.
Entendo que essa forma
de resgate da história diz muito com o carinho que guardo desse paraíso
terrestre, que é a melhor forma de amor à diversidade das fruteiras tão
exuberantes, que produziam as mais deliciosas frutas do Nordeste.
Tenho a alegria, em agradecimento a Deus, por eu ainda conseguir memorizar importantes lembranças desse lugar
belíssimo e fantástico, que permanece em mim, na forma de muitas e eternas saudades,
dizendo que isso me faz muito feliz em ter vivido bons tempos no chamado sítio
do Canadá.
Em coerência com a dedicatória do
livro, a capa tem a fotografia de mangueira, carregada de frutos, em reafirmação
da homenagem e do amor ao referido sítio.
Transcrevo, a seguir, com eterno carinho,
meu sentimento de amor ao saudoso e amado sítio dos
meus sonhos.
“DEDICATÓRIA
Tenho enorme satisfação de dedicar este livro à memória do
extraordinário e inesquecível pomar que existia, na minha infância, no Sítio
Canadá, em Uiraúna, Paraíba, que, indiscutivelmente, foi o desejável paraíso
terrestre imaginado de belezas mil, em termos especialmente de plantas
frutíferas.
Nunca se viu tantas delícias de frutas em único lugar, das
mais saborosas e ricas de diversidades vitamínicas, a exemplo da manga, de
diversas espécies, com destaque para a Maranhão, que é a mãe das mangas, o
caju, a goiaba, o araçá, a pitomba, o coco, o maracujá, o limão, a jaca, a
macaúba, a pinha, a graviola, a banana, a cajarana e muitas outras, tudo em
grande quantidade.
Tinha outra fruta rara conhecida pelo nome de condessa, que
era uma espécie resultante do cruzamento entre a pinha e a atemoia, cuja doçura
me encantava muito por seu sabor especial.
Nesse mesmo lugar, existia o canavial mais imponente que se
tinha conhecimento na região, que fornecia as canas necessárias à moagem anual,
para a produção da rapadura, do mel, do alfenim, da batida, delícias especiais
vindas do sítio.
Por certo, esse sítio de importantes frutas foi algo
extremamente marcante na minha infância, por ele ter sido o local preferencial que
vivi intensamente, por muito tempo, logo cedo do dia, sempre colhendo frutas, por
todo o ano.
Sem que nem eu sentisse, o sítio servia de verdadeira
terapia, porque eu subia nas plantas para tirar as frutas e isso exigia arte e
esforço, a depender do local onde estava a melhor fruta.
Sim, tenho lindas e eternas lembranças desse lugar maravilhoso,
que certamente satisfez a minha necessidade por saborosas frutas, essenciais ao
meu desenvolvimento físico e mental, me proporcionando muita saúde.
Nunca vai
sair da minha memória as belezas de farturas e sua abundância de frutas
produzidas nesse sagrado sítio, na certeza de que Deus estava presente ali,
cuidando permanentemente do Seu paraíso.
Como não
ter enorme saudade de cada palmo de lugar onde existia sempre uma fruteira
diferente na proximidade, a inspirar o desejo de se deliciar de suas frutas?
Enfim,
sei perfeitamente que todo aquele formidável paraíso realmente existiu, tendo
ficado indelevelmente na minha lembrança, na memória que faço questão de
guardar com muita saudade comigo, porque aquilo sim era algo mui especial e
fantástico.
A alegria e a felicidade se renovam em mim, neste momento,
quando sinto o coração pulsar agitado de um misto de alegria e tristeza,
respectivamente pela felicidade de ter vivido bons e felizes momentos nesse
jardim de delícias e pela certeza de que nesse lugar reina, na atualidade, a
eterna tristeza da inexistência de qualquer planta frutífera.
Fico agradavelmente satisfeito em evidenciar o sentimento
guardado em mim sobre as ótimas lembranças e o amor que permanecem em mim sobre
o maravilhoso sítio da minha infância.
Aproveito o ensejo para agradecer a magnanimidade de Deus
de ter me possibilitado usufruir todas as deliciosas frutas produzidas no
extraordinário pomar do amado Sítio Canadá, de quem venho acumulando naturais e
eternas saudades...!”.
Brasília, em 1º de julho de 2026
Nenhum comentário:
Postar um comentário