quarta-feira, 1 de julho de 2026

Publicação do meu 87º livro


É com muita alegria no coração que concluo mais uma obra literária, com a publicação do meu octogésimo sétimo (87º) livro, cuja efeméride tem se tornado motivo de importante estímulo para o acréscimo de saudáveis energias que alimentam minhas fontes criadoras e inspiradoras, considerando que necessito delas para a continuidade das profícuas atividades de escrever textos sobre os múltiplos fatos da vida.

Neste livro, resolvi homenagear, com especial carinho, a memória em forma de lindas lembranças do belíssimo pomar que existia no Sítio Canadá, que representa grande parte da minha maravilhosa infância, pois ali vivi os melhores momentos de vida.

Entendo que essa forma de resgate da história diz muito com o carinho que guardo desse paraíso terrestre, que é a melhor forma de amor à diversidade das fruteiras tão exuberantes, que produziam as mais deliciosas frutas do Nordeste.

Tenho a alegria, em agradecimento a Deus, por eu ainda conseguir memorizar importantes lembranças desse lugar belíssimo e fantástico, que permanece em mim, na forma de muitas e eternas saudades, dizendo que isso me faz muito feliz em ter vivido bons tempos no chamado sítio do Canadá.

Em coerência com a dedicatória do livro, a capa tem a fotografia de mangueira, carregada de frutos, em reafirmação da homenagem e do amor ao referido sítio.

Transcrevo, a seguir, com eterno carinho, meu sentimento de amor ao saudoso e amado sítio dos meus sonhos.

                                      “DEDICATÓRIA

Tenho enorme satisfação de dedicar este livro à memória do extraordinário e inesquecível pomar que existia, na minha infância, no Sítio Canadá, em Uiraúna, Paraíba, que, indiscutivelmente, foi o desejável paraíso terrestre imaginado de belezas mil, em termos especialmente de plantas frutíferas.

Nunca se viu tantas delícias de frutas em único lugar, das mais saborosas e ricas de diversidades vitamínicas, a exemplo da manga, de diversas espécies, com destaque para a Maranhão, que é a mãe das mangas, o caju, a goiaba, o araçá, a pitomba, o coco, o maracujá, o limão, a jaca, a macaúba, a pinha, a graviola, a banana, a cajarana e muitas outras, tudo em grande quantidade.

Tinha outra fruta rara conhecida pelo nome de condessa, que era uma espécie resultante do cruzamento entre a pinha e a atemoia, cuja doçura me encantava muito por seu sabor especial.

Nesse mesmo lugar, existia o canavial mais imponente que se tinha conhecimento na região, que fornecia as canas necessárias à moagem anual, para a produção da rapadura, do mel, do alfenim, da batida, delícias especiais vindas do sítio.

Por certo, esse sítio de importantes frutas foi algo extremamente marcante na minha infância, por ele ter sido o local preferencial que vivi intensamente, por muito tempo, logo cedo do dia, sempre colhendo frutas, por todo o ano.

Sem que nem eu sentisse, o sítio servia de verdadeira terapia, porque eu subia nas plantas para tirar as frutas e isso exigia arte e esforço, a depender do local onde estava a melhor fruta.

Sim, tenho lindas e eternas lembranças desse lugar maravilhoso, que certamente satisfez a minha necessidade por saborosas frutas, essenciais ao meu desenvolvimento físico e mental, me proporcionando muita saúde.

Nunca vai sair da minha memória as belezas de farturas e sua abundância de frutas produzidas nesse sagrado sítio, na certeza de que Deus estava presente ali, cuidando permanentemente do Seu paraíso.

Como não ter enorme saudade de cada palmo de lugar onde existia sempre uma fruteira diferente na proximidade, a inspirar o desejo de se deliciar de suas frutas?

Enfim, sei perfeitamente que todo aquele formidável paraíso realmente existiu, tendo ficado indelevelmente na minha lembrança, na memória que faço questão de guardar com muita saudade comigo, porque aquilo sim era algo mui especial e fantástico.

A alegria e a felicidade se renovam em mim, neste momento, quando sinto o coração pulsar agitado de um misto de alegria e tristeza, respectivamente pela felicidade de ter vivido bons e felizes momentos nesse jardim de delícias e pela certeza de que nesse lugar reina, na atualidade, a eterna tristeza da inexistência de qualquer planta frutífera.

Fico agradavelmente satisfeito em evidenciar o sentimento guardado em mim sobre as ótimas lembranças e o amor que permanecem em mim sobre o maravilhoso sítio da minha infância.

Aproveito o ensejo para agradecer a magnanimidade de Deus de ter me possibilitado usufruir todas as deliciosas frutas produzidas no extraordinário pomar do amado Sítio Canadá, de quem venho acumulando naturais e eternas saudades...!”.

            Brasília, em 1º de julho de 2026 

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