Conforme vídeo que circula nas redes sociais, alguém diz que o erro do
último ex-presidente do país foi ter desempenhado o seu governo em estrita
observância das quatro linhas, querendo se referir que ele teria feito tudo
cumprindo as regras constitucionais.
O entendimento clássico do jogo dentro das quatro linhas consiste
basicamente em se respeitar estritamente as regras vigentes no país.
No caso, o então presidente teria cumprido estritamente as atribuições
especificamente previstas para o verdadeiro estadista, respeitando a autonomia
e independência dos demais poderes da República?
Segundo se sabe, o então mandatário se imiscuiu propositadamente na
competência de outro poder, fazendo ácidas críticas sobre possíveis fraudes no
sistema eleitoral brasileiro e, o pior, sem ter nenhuma prova do que acusava,
ficando muito claro que o seu objetivo era criar celeuma e tumultuar as normais
operações, de modo que ele permanecesse no holofote do noticiário político
nacional.
Ao contrário disso, se ele entendia que algo estava errado, o seu cargo
presidencial tinha competência constitucional para oferecer projeto de norma
jurídica para o devido aperfeiçoamento do sistema pertinente, sem necessidade
de qualquer palavra em forma de crítica nem de agressão, como infelizmente foi
preferido malsucedidamente por ele.
Isso é fato que prova que se trata de jogo sujo, evidentemente fora das
quatro linhas, que os seus seguidores preferem ignorar, à vista da cegueira
ideológica, que preza bastante o fator conveniência, como forma de tentativa de
somente ser salientado o inexistente respeito às quatro linhas, como se a
intolerância e a incivilidade pudessem ficar às margens de tão importantes
princípios de diplomacia, educação e obediência às regras constitucionais de
respeito à competência dos demais poderes da República.
Enfim, compreende-se a rigorosa observância às quatro linhas a
imaculabilidade na vida pública.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 18 de junho de 2026
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