sexta-feira, 31 de julho de 2026

Indecoro

 Em o notícia que circula na mídia, diz que diálogo do presidente do Banco Master, obtido pela Polícia Federal, faz citação a importante senador, que é líder do governo no Senado Federal, como intermediário para recado ao presidente do país.

Acredita-se que, nos países sérios e decentes, em termos políticos e democráticos, há necessariamente a primazia pela rigorosa observância aos salutares princípios da dignidade, do decoro e da moralidade, porque esses atributos correspondem exatamente aos normais valores e grandezas de uma nação.

Como explicar que, no Brasil, a índole da maioria dos políticos se identifica com a falta de caráter, a indignidade e o desprezo aos princípios do respeito à coisa pública?

Como explicar que existem brasileiros que não se envergonham de apoiarem, com o seu voto, todos esses políticos desonestos, insignificantes e desprezíveis, como se essa falta de dignidade do eleitor não tivesse qualquer responsabilidade pela situação caótica e preocupante que demonstra o extremo da esculhambação imperante no próprio governo, que tem a máxima responsabilidade pelos interesses da nação?

Não obstante, nem por isso a sua liderança no Senado Federal não tem o menor escrúpulo em se corromper com o recebimento de propina para facilitar o acesso ao presidente do país de bandido responsável por um dos maiores rombos causados ao sistema financeiro nacional, sem a menor preocupação com os princípios do decoro, da dignidade nem da moralidade, pois a conveniência pessoal está acima das questões éticas, conforme mostram os fatos.

É muito difícil de se compreender que brasileiros ainda votam em políticos desonestos, mesmo tendo conhecimento da sua índole depravada e doentia.

O escândalo do Banco Master exige profunda reflexão dos brasileiros, independentemente da sua ideologia, de vez que os princípios éticos e morais precisam prevalecer sobre ela, à vista da importância social das atividades políticas que nunca estiveram tão desmoralizadas.

Enfim, é chegado o momento de se eliminar da vida pública os políticos aproveitadores, desonestos, insignificantes e desprezíveis, para o bem do Brasil e dos brasileiros.

Acorda, Brasil!

            Brasília, em 22 de junho de 2026

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