sexta-feira, 31 de julho de 2026

Pe4sadelo

 

Em texto que circula nas redes sociais, alguém indaga quem estaria com a disposição de assistir ao filma que trata da história política do último ex-presidente do país, no qual consta propositalmente polêmica em torna de ideologias políticas?

É incrivelmente estranho, sob o prisma da ética e da seriedade, que se façam filmes com o propósito e a finalidade de causar polêmica e especialmente pesadelo aos adversários políticos, conforme assim sentencia o seu anúncio de lançamento.

Isso mostra, bem de forma cabal, a índole de perversidade de se alimentar o nefasto e recriminável antagonismo, que tem sido a causa maior da deplorável polarização política.

No âmbito da prevalência da normalidade política, a importância da filmagem cinematográfica de alguém serviria tão somente para se reportar à importância da sua história política, sem necessidade alguma de explícita provocação, que também é o caso desse filme sobre a vida política do último ex-presidente do país.

Ele poderia ter a sensibilidade para somente permitir, no filme, assuntos que evitassem o renascimento de polêmica e mais ainda na forma de pesadelo a ninguém, posto que isso mostraria espírito de civilidade e tolerância, como forma de disputa política sadia, assim como devem proceder as pessoas minimamente normais, quanto à necessidade do respeito aos princípios de civilidade e principalmente políticos.

O certo mesmo é que todos esses sentimentos de maldades são protagonizados exatamente com a deliberação para causar apreensão e molestamento ao adversário, que é algo que dissente frontalmente dos salutares princípios de decência, cidadania e civilidade.

Nas próprias palavras de interessado direto pelo filme em comento, pode-se aquilatar a qualidade política predominante, que não tem o menor escrúpulo em dizer que a peça cinematográfica a ser lançada vai causar terremoto na oposição, bem assim dizendo, com muita clareza, que ele foi realizado com esse propósito maléfico.

Nada contra o sucesso do filme em causa, mas é oportuno protesto contra a deliberada intenção dele de provocação absolutamente desnecessária e inoportuna.

Acorda, Brasil!

Brasília, em 18 de junho de 2026

 

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