Em texto que circula nas redes sociais, alguém indaga quem estaria com a
disposição de assistir ao filma que trata da história política do último
ex-presidente do país, no qual consta propositalmente polêmica em torna de
ideologias políticas?
É incrivelmente estranho, sob o prisma da ética e da seriedade, que se
façam filmes com o propósito e a finalidade de causar polêmica e especialmente
pesadelo aos adversários políticos, conforme assim sentencia o seu anúncio de
lançamento.
Isso mostra, bem de forma cabal, a índole de perversidade de se
alimentar o nefasto e recriminável antagonismo, que tem sido a causa maior da
deplorável polarização política.
No âmbito da prevalência da normalidade política, a importância da
filmagem cinematográfica de alguém serviria tão somente para se reportar à
importância da sua história política, sem necessidade alguma de explícita
provocação, que também é o caso desse filme sobre a vida política do último
ex-presidente do país.
Ele poderia ter a sensibilidade para somente permitir, no filme,
assuntos que evitassem o renascimento de polêmica e mais ainda na forma de
pesadelo a ninguém, posto que isso mostraria espírito de civilidade e
tolerância, como forma de disputa política sadia, assim como devem proceder as
pessoas minimamente normais, quanto à necessidade do respeito aos princípios de
civilidade e principalmente políticos.
O certo mesmo é que todos esses sentimentos de maldades são
protagonizados exatamente com a deliberação para causar apreensão e
molestamento ao adversário, que é algo que dissente frontalmente dos salutares
princípios de decência, cidadania e civilidade.
Nas próprias palavras de interessado direto pelo filme em comento,
pode-se aquilatar a qualidade política predominante, que não tem o menor
escrúpulo em dizer que a peça cinematográfica a ser lançada vai causar
terremoto na oposição, bem assim dizendo, com muita clareza, que ele foi
realizado com esse propósito maléfico.
Nada contra o sucesso do filme em causa, mas é oportuno protesto contra
a deliberada intenção dele de provocação absolutamente desnecessária e
inoportuna.
Acorda, Brasil!
Brasília, em 18 de junho de 2026
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